Paulo Navarro | quinta, 3 de junho de 2021

Balanço eterno

Do presidente do Conselho do Hermes Pardini, Victor Cavalcanti Pardini: “Em breve teremos dois bilhões de pessoas vacinadas com a primeira dose. 426 milhões já estão “fully vaccinated”. A indústria do turismo e aviação ainda estão paralisadas. Quem quer ou precisa viajar tem que apresentar o comprovante de vacinação ou teste negativo para a Covid-19”.

Balanço mexicano

“Viajando a trabalho, estive de quarentena no México, mais precisamente na região de Cancún e Tulum. O México tem 6% de pessoas vacinadas. Como fazer quarentena em um país que está pior que o Brasil? Sem contar que Tulum parece uma grande festa, é como se estivéssemos no Carnaval do Brasil”.

Balanço duvidoso

“Vários brasileiros contraíram a Covid-19 em Tulum. Alguns ficaram em estado grave. Imaginem ser contaminado pela Covid-19 em um país estranho, com estrutura hospitalar pior que a brasileira? ‘Quarentena’ de 15 dias no México. Os USA estão ajudando muito a economia mexicana. Infelizmente o México está vivendo uma situação de miséria, muito triste”.

Balanço perigoso

“O narcotráfico crescendo muito e, nestas regiões turísticas, os cartéis disputam os pontos de venda de drogas. Durante meu primeiro passeio de bicicleta, em Tulum, dei de cara com um cadáver na rua principal. Um choque para quem achava que ia relaxar. Fora isto, hotéis maravilhosos, praias maravilhosas e os famosos Cenotes (reservatórios subterrâneos de água) que realmente trazem paz inigualável”.

Balanço histórico

“Isso, sem contar as incontáveis estruturas, desde pirâmides até verdadeiras cidades construídas pelos Maias, Astecas e outros. Prova de que dominavam as ciências da astronomia e matemática. Diferente dos nossos índios, que tinham comida abundante, os Maias eram obrigados a plantar e conhecer as épocas de chuva e colheita”.

Balanço brasileiro

“Acho que pode tudo! O Brasil tem que mudar a política de entrar e sair de outros países. Não podemos aceitar quarentenas para pessoas vacinadas. Estou em Miami, todos podem se vacinar, a vida já está normal”. Infelizmente, tudo no Brasil é o contrário do contrário do contrário e contra a corrente. No mais, poucos países no mundo querem receber indianos e brasileiros! Oremos!

Balanço europeu

Enquanto isso, no site “Melhores Destinos”, não uma variante, mas uma variação sobre o mesmo tema: A Comissão Europeia chegou a um acordo para reabertura de suas fronteiras a estrangeiros que já tenham recebido todas as doses de alguma das vacinas aprovadas pela União Europeia. Com isso, talvez, em breve, brasileiros imunizados com duas doses da Pfizer ou da AstraZeneca sejam recebidos. A Coronavac ainda não foi aprovada pela UE.

Curtas & Finas

*Dando sequência ao tema vacina e Europa. Dos países considerados “seguros”, serão aceitos cidadãos não vacinados de países com taxa de contágio.

De 75 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. O Brasil não atende aos novos critérios acordados.

Por aqui, a atual taxa de incidência é de 395 novos casos por 100 mil habitantes em duas semanas. Ou seja: brasileiros não vacinados estão longe de ingressar na União Europeia.

E são regras que ainda precisam ser aprovadas. No mais, os governos de cada país terão autonomia para impor restrições extras.

Ah! Brasileiros totalmente imunizados com a Coronavac não podem ingressar na União Europeia durante a reabertura do bloco.

Isso porque a chinesa Sinovac não está entre as aprovadas pela União Europeia. Apenas Pfizer, AstraZeneca, Moderna e Janssen.

A Agência Regulatória Europeia (EMA) ainda avalia a tal da Coronavac. Mesmo que muitos países europeus dependam do turismo, principalmente o chinês.

A favor da Coronavac, o fato da vacina estar em fase avançada no processo de aprovação pela Organização Mundial de Saúde.

O comitê da EMA estuda aceitar vacinas autorizadas pela OMS. E cada país terá autonomia para aceitar vacinas não aprovadas pela UE, mas pela OMS.

Então, questão de tempo com máscara, distanciamento e isolamento.

Quem faz e acontece passa por aqui

A bela Franciele com o marido, Cristiano Melles, presidente da Associação Nacional dos Restaurantes e sócio do restaurante Pobre Juan. Foto: Arquivo Pessoal

 

Em Maraú, Bahia, o anfitrião e aniversariante sessentão, Cadu Scaico com Ronei Rezende e Jorge Tizo. Foto: Arquivo Pessoal