Paulo Navarro | quinta, 18 de fevereiro de 2021

100% feliz, o casal Emir Cadar Filho e Júlia Nogueira. Foto: Edy Fernandes

Saída à nova-iorquina

Conversando com Cláudia Gonçalves, a mineira mais nova-iorquina do mundo, sempre aprendemos muito. Diz ela que em Nova York, o prefeito Bill de Blasio, determinou que todos os chefs, pessoal da cozinha, garçons, garçonetes, demais funcionários de bares e restaurantes sejam vacinados contra a Covid-19. A estratégia permite que os espaços reabram, obedecendo o limite de 25% de ocupação interna.

Saída à russa

Nas mesas externas, impossível, com aquele inverno de dar pneumonia em pinguins e barulho de incomodar Beethoven. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas como reza a velha ironia, “faltou combinar com os russos”. Faltou combinar com o vírus e com os clientes. Não adianta abrir 25% ou 100% se o medo ainda paira, literalmente, no ar. Um restaurante abrindo a 25% fará os proprietários 25% menos infelizes. Mesma porcentagem para os clientes.

Saída à cubana

Não deixa de ser um exemplo, uma opção para BH. O caminho das pedras parece ser mesmo a vacina. Só depois da vacinação em massa, lenta em todo mundo, com raras exceções, o ser humano perderá o medo que tudo paralisa. Saindo de Nova York, vamos para a Miami, com outra linda e radicada mineira, Emília Sobreira. Diz Emília que, a exemplo dos europeus e suas praias; com as restrições e o frio de Nova York, os ricos invadiram a quase sempre ensolarada Miami.

Saída à republicana

Restaurantes e comércio de Miami - assim como os de Mônaco, voltando à comparação com a Europa – estão bombando, incluindo os cinemas, no ritmo da vacinação. Sucesso que está irritando o novo e velho presidente dos EUA, Joe Biden, que comprou a briga contra a liberdade na Flórida, justamente, um dos estados onde Donald Trump venceu.

Saída a carbono

O governador da Flórida, Ron DeSantis, promete brigar contra quaisquer restrições que Joe Biden tente impor ao estado. DeSantis é republicano e adora alardear que o estado da Flórida está aberto, com a Economia e as vacinações passando muito bem, “thank you”. Restaurantes lotados, enfatiza Emília. O badalado “Carbone” (da mesma Nova York) chegou à Flórida, mas só se deleita quem faz reservas com três meses de antecedência.

Saída à direita

Finaliza Emília Sobreira: “Os nova-iorquinos fizeram da Flórida o primeiro lar, não mais uma casa de veraneio, mas a principal, mesmo. O que é muito compreensível. O setor imobiliário de Miami cresceu muito, principalmente entre casas e imóveis de alto padrão. Hotéis, neste final de semana, o feriado ‘President's Day’, estão com capacidade máxima de ocupação”.

Em cena de cinema, Flávio Malta e Joyce Rios. Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

*Emília Sobreira lembra ainda a questão mexicana. Para receber a vacina, autoridades americanas exigem comprovante de residência nos Estados Unidos.

Por que? Simples, como no Brasil. Os mexicanos ricos estavam furando fila, “pulando o muro” e vacinando-se em terras de Marlboro.

*Falando dos cinemas abertos em Miami, com Emília, ao nosso lado estava o “Mister Cinema” do Brasil, Sérgio Bonatto, sócio diretor da Cinesercla.

A Empresa de Cinemas Sercla, mais conhecida como Cinesercla, é uma rede exibidora brasileira, sediada em BH.

Está presente em quinze cidades de nove estados, principalmente nas capitais do Sudeste, Sul e Nordeste. 

Sérgio Bonatto falou-nos sobre o “outro lado da moeda”, o cinema no Brasil 2021, cujo “roteiro” não tem um final tão feliz quanto o de Miami.

São 97 cinemas, num panorama onde 75% dos parques exibidores estão funcionando, o que não é de todo ruim.

O problema são as distribuidoras que não querem lançar os grandes filmes na pandemia. Assim, o movimento não sobe. Mais uma vez, movimento que depende da lenta vacinação.

O exemplo mais acabado é o novo James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer”, nome bem propício. Inclusive por ser o último de Daniel Craig como 007.

O filme seria lançado mundialmente em abril de 2020. Agora, talvez, só dia 8 de outubro de 2021. Mas como ele “não tem tempo para morrer”, tudo bem.

*APAE de Pedro Leopoldo usa violão autografado por artistas para arrecadar fundos.

A entidade filantrópica, que atende a mais de 500 pessoas com deficiência intelectual, precisa de ajuda financeira.

Por isso, coloca à disposição o violão assinado, na ação entre amigos, "Violão Solidário - Juntos Somos Mais".

O sorteio será realizado dia 13 de março e serão considerados os números da Loteria Federal.