Paulo Navarro | quarta-feira 8 de julho de 2020

“Los Tres Amigos”: Humberto Alves Pereira Filho, Euler Marques e Dudu Lobato

Foto: Paulo Navarro


O diretor da Record Minas, Wagner Espanha, a “digital influencer” Juju Norremose e o empresário Celso Picchioni

Foto: Edy Fernandes


“Curtindo a vida adoidados”, em Lisboa, Maria Clara e Mário Malloy Mota

Foto: Álbum de família

Portugal sensacional

Do amigo e leitor Mário Malloy Mota, consultor em negócios imobiliários e empresariais, em Lisboa: “Portugal, aos olhos de um brasileiro, mineiro de BH que vive aqui há seis anos, crê em Deus acima de tudo e de todos! Estamos no início do verão, temperatura entre os 17 e 27 graus, com dias lindos, céu de brigadeiro”.

Portugal Fênix 

“Saímos do estado de emergência e de calamidade. A vida segue com todo o comércio aberto, praias liberadas e, em locais fechados, o uso obrigatório de máscara. A vida continua, mas com consequências em função do que acontece ainda em muitos lugares do mundo o que impede de ser explorado o que Portugal tem mais a oferecer ao mundo, o turismo”.

Portugal feliz 

“Fronteiras fechadas para países importantíssimos como Brasil, Estados Unidos e outros. Este ano já se fala (e se vê, percebe-se) em uma diminuição grande dos que estariam vindo passar férias. Um ponto importante, e que vale ressaltar, é o mercado imobiliário que vinha em alta de preços e agora tem ofertas que não se via há alguns anos! No mais, bons vinhos regando belos pratos de bacalhau. Vamos em frente, sempre na certeza de dias melhores!”.


Boa notícia

De Marta Cavallini, no G1. “Trabalho online pode ser alternativa para quem está sem renda”, em várias áreas como design, tecnologia, marketing e audiovisual. Outra tendência, claro, antecipada pelas novas necessidades, no “novo normal”. Queda na atividade econômica e o aumento do desemprego? Sim, mas vale investigar trabalhos pela internet como fonte de renda extra; flexibilização da rotina de trabalho e busca de novos rumos profissionais.

Boa vista 

Claro que a busca precisa ocorrer em sites e plataformas confiáveis. Além das já citadas, eis outras áreas em alta nos trabalhos online: consultoria (advogados); bem-estar (psicólogos e nutricionistas); aulas (idiomas, música e, pasmem, luta); TI & Programação e Design & Multimídia. Engenharia e Manufatura, Finanças e Administração; áreas mais tradicionais das empresas em que a contratação de freelancers ainda não é comum, mas que começaram a despontar no início de 2020 e cresceram ainda mais na pandemia.

Boa onda 

Felizmente, são tantas oportunidades na crise que não cabem aqui. No entanto, para dar uma ideia da variedade e toneladas de otimismo, separamos mais algumas profissões em alta. Locução e narração, fotografia, edição e criação de vídeo. Gestão de mídias sociais. Desenvolvimento de software. Desenvolvimento web. Ilustração, redação, escrita criativa. Professor particular, personal trainer, assistente virtual, profissional de recrutamento, especialista em e-mail marketing, escritor freelancer/copywriter, revisor, designer de sites.


Curtas & Finas

* Bom, depois das boas e positivas notícias, as ruins, líquidas e certas pelo ralo. No turismo, claro, desde sempre, no Brasil, o setor mais desperdiçado e frágil.

Só em Minas, prejuízo de R$ 5 bilhões, segundo a Subsecretaria de Estado de Turismo. A taxa de ocupação nos hotéis está em tristes e assustadores 16%.

Isso, num estado que não sabe explorar seu potencial turístico. Não tem praia e nem o turismo de negócios de São Paulo, durante a semana.

E imaginem como vai ficar o turismo de negócios em São Paulo, o forte da cidade, quando tudo passar e as viagens de negócios, com hotéis e restaurantes forem coisa do passado!

O “novo normal” aprendeu com a crise e vai cortar na carne. Cortar viagens e reuniões que podem acontecer, sem custos, em home office.

Imaginem como tem passado a nossa Tiradentes, que vivia quase 100% do turismo! Ainda em Minas, “bye-bye” para o emprego em negócios e eventos, para mais de 70 mil trabalhadores, sendo 40 mil nos bares e restaurantes e 30 mil nos mesmos hotéis.

O Expominas, o único salva-vidas do nosso Titanic, virou hospital e perde milhões. A Semana Santa teve nada de santa, só prejuízo. Agora precisa de milagres. As festas juninas foram para a fogueira.

Isso é apenas um resumo! Isso, sem falar em hotéis, lojas, bares e restaurantes que fecharam as portas para sempre.

Recuperar isso, vai levar tempo e dinheiro, principalmente porque tempo é dinheiro. E Minas perdeu o pouco que tinha dos dois.

Quem pagava aluguel, impostos, taxas, funcionários e fornecedores; paga mais nada, simplesmente porque, sem receitas, sem meios.

Espaços, quando e se voltarem, levarão meses para sair do vermelho e começar praticamente do zero.

Minas e o mundo precisam de um Plano Marshall, aquele que salvou a Europa no fim da 2ª Guerra Mundial, mas entregou tudo e criou a potência Estados Unidos. Esperemos, agora, não entregar o ouro à China!

* Aproveitem o lenço ou a corda para mais: “Números da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais contam 11.299 empresas extintas na capital, nos últimos meses”. Tudo parado há quase quatro meses, por decreto da PBH.

10.541 microempresas, 300 empresas de pequeno porte e 458 de porte normal que fecharam as portas, de vez, em Belo Horizonte.