Paulo Navarro | quarta-feira, 6 de maio de 2020

Os bons tempos vão voltar: Carlos Henrique e Thereza Cristina Martins Teixeira

Foto: Edy Fernandes

Enquanto o mundo não volta a girar: Jerusa Gambatto e Julia Kudiess

Foto: Edy Fernandes

Estado afinado

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, se manifestou favorável ao programa “Minas Consciente”, anunciado pelo governador Romeu Zema, dia 23. O plano propõe a retomada de forma gradual para alguns setores da economia, afetados pela pandemia do coronavírus. Os serviços que serão liberados foram divididos em quatro ondas.

Estado alerta 

Primeiro, os já conhecidos serviços essenciais, seguidos pelos de baixo, médio e alto risco. A autorização para que os estabelecimentos funcionem dependerá apenas de decreto municipal e poderá ser acelerado, mantido ou até recuado, dependendo do avanço da Covid-19 em Minas.

Estado poupado

Segundo Rodrigues, a medida proposta por Zema é assertiva e inteligente. Como o isolamento social mostra bons resultados, é hora de o Poder Público cuidar das pessoas jurídicas, também fortemente lesadas por esta crise. Assim, outro dado do também empresário e “restaurateur”.

Estado ressuscitado

Rodrigues espera que todas as prefeituras das 853 cidades de Minas entendam que a recomendação do Estado foi construída com base em estudos e análises chanceladas internacionalmente. “Entretanto, é fundamental que as administrações municipais façam essa retomada de forma transparente, observando, por exemplo, se a ocupação dos leitos públicos do município, com pacientes acometidos pelo coronavírus, não está superior a 50%. Caso contrário, a opção deve ser por manter o isolamento”, ressalta.

Curtas & Finas

* Ainda segundo Ricardo Rodrigues, há um porém, caso ocorra, após a reabertura do comércio, de forma gradual, aumento considerável do número de infectados e óbitos pela Covid-19.

Em uma região específica, todo e qualquer plano de reativação da economia deve ser recuado. “Vidas devem ser colocadas em primeiro lugar, como vêm sendo”, destaca.

O que as autoridades também não podem ignorar, segundo o presidente da Abrasel-MG, é a necessidade urgente das empresas por sobrevivência.

“Cerca de 30% dos estabelecimentos de alimentação fora do lar já foram ‘achatados’ por não terem saúde financeira suficiente para suportar esses quase 40 dias sem faturamento”.

“Faltaram a esses estabelecimentos os ‘respiradores’ tão preciosos no salvamento de vidas afetadas pelo vírus. Será que agora eles chegam?”.

Na guerra da informação contra fake news, com overdose de especialistas, apenas uma certeza: Minas, até então, em comparação a Rio e São Paulo, está bem.