Paulo Navarro | quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Inverno no País Tropical, com Dani Nogueira e Zezé Tergilene  

Foto: Edy Fernandes 

 

Delícia nômade

Hoje, inauguração do restaurante Cozinha Nomad, onde funcionou o Villa Roberti, no Belvedere. Agora, sob comando do chef Jorge Ferreira, mestre dos frutos do mar. A proposta é que o restaurante funcione durante três meses e justifique seu nome. Cada edição será em local diferente, com culinária idem, em três edições por ano. A boa ideia é reciclar o espaço de restaurantes que marcaram a cidade, mas encerraram suas operações, trazendo um ar de novidade. O Nomad funcionará até 30 de dezembro.


Aula de geometria e simpatia: Warney e Valdinea Silva com Eduardo Reis  

Foto: Edy Fernandes 

 

Viva a vida

2020 “não é batatinha”, especialmente para os idosos. Por isso, o Festival Meu Vizinho, da rede de laboratórios Hermes Pardini, direciona sua programação para as pessoas acima dos 60. O Festival Cultural é realizado desde 2016, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O formato em praças foi adaptado para lives. Restam três eventos desta edição, a Viva Sua Idade.

Viva a idade

O primeiro, dia 10, às 17h, no canal do Hermes Pardini no YouTube, deixou um apetite de “queremos mais”. Foi um show da Orquestra Anos Dourados, direto do Automóvel Clube de Belo Horizonte. Sucessos da década de 1970 e Jovem Guarda, além das raras pérolas dos dias atuais. Clássicos da música nacional e internacional, ideais para curtir sozinho, a dois, ou com amigos, em casa, claro. 

Viva o teatro

O objetivo é promover uma conexão coletiva com a terceira idade, levando um tradicional baile a todos que queiram curtir uma boa música, com alegria e leveza, dentro de casa.   Milhares de pessoas se divertiram com o baile em casa! Foi impecável! A próxima edição do Festival Meu Vizinho Pardini será no dia 31, uma live teatral com o mineiro Carlos Nunes, na peça “Francisco de Assis, do Rio ao Riso”.


No Ouro Velho Mansões, Nova Lima, Heloisa Thomasi e o anfitrião, Eduardo Simões, entre os “chefs” Beatriz e Eduardo Pereira, em torno de valenciana paella

Foto: PN  


Alerta vermelho

Juliano Burckhardt, médico geriatra, alerta sobre o risco de depressão entre pessoas com mais de 60 anos. Sensação de abandono, de impotência perante os problemas da vida e de que não é mais importante. Pensamentos nocivos e frequentes entre idosos que, além do sofrimento emocional, aumentam os problemas físicos, como cardíacos. O motivo não é apenas a mudança de vida com a aposentadoria, os filhos sempre ocupados ou a morte de amigos de longa data, é também físico.

Alerta amarelo

Um dos motivos é a falta da vitamina D. “As pessoas idosas costumam ter heliofobia, aversão ao sol, além disso, por diversas questões, muitos saem pouco de casa, principalmente nesta quarentena, o que agrava ainda mais a falta de vitamina D”, explica o médico. A recomendação é sair para tomar sol diariamente, entre 15 e 20 minutos são suficientes.

Alerta verde

Ainda é importante ter alguma atividade física, que pode ser uma caminhada ao ar livre, e alimentação balanceada. “O idoso precisa comer de tudo, todos os grupos de alimentos, principalmente vegetais e alimentos ricos em cálcio, como folhas escuras e laticínios”. Sem contar as conversas com amigos e familiares, leituras e risadas: “Manter a mente ativa para o cérebro receber estímulos positivos e não adoecer”.

 

Curtas & Finas

* Muito interessante, “história de espanador” que realmente tira a poeira dos tempos. Secretária do inventor Léon Gaumont, Alice Guy-Blaché tinha 22 anos quando acompanhou o chefe em evento que aconteceu em Paris em 1895. O evento fechado era a apresentação que os irmãos Lumière faziam de sua mais nova invenção: o cinematógrafo.

Encantada, Guy-Blaché pediu ao chefe se poderia filmar algumas cenas. Gaumont aceitou desde que ela continuasse a cuidar das cartas que chegavam na empresa. Começava ali a carreira de uma prolífica cineasta, esquecida pela história. Cineasta resgatada no documentário “Alice Guy-Blaché: A História não Contada da Primeira Cineasta do Mundo”. Guy-Blaché acabou sendo nomeada chefe de produção da Gaumont e, em duas décadas, realizou cerca de mil filmes.

“Como pode uma figura tão importante para o cinema ser desconhecida?” foi a pergunta que motivou a diretora Pamela B. Green a fazer esse documentário, que estreou no Festival de Cannes em 2018. O documentário chega aos cinemas dia 29 de outubro. Boa viagem!

“Você é dona da sua imagem. O que você veste não deve te prender, mas te libertar”. É o que a Ecole Brasil busca ensinar em seus cursos de formação de consultoras de imagem. As informações sobre moda, exibidas por blogueiras, influenciadores etc., podem deixar a tarefa de vestir-se ou criar uma imagem forte ser mais complicada do que parece.

Criado pela Ecole Brasil, a campanha “Minha regra é ser livre” incentiva mulheres à autoaceitação daquilo que consideram imperfeito em seus corpos, sua imagem. “É um incentivo à empatia conosco”, explica a sócia-diretora da Ecole Brasil, Vandressa Pretto.

Criada na França há dez anos e presente no Brasil desde 2013, a Ecole Brasil é uma escola de cursos e formações na área de imagem pessoal, psicologia de autoimagem, morfopsicologia, visagismo e empreendedorismo voltada à consultoria de imagem. “Não podemos nos render aos padrões de beleza. Por isso queremos que todas as consultoras sejam capazes de olhar as pessoas pela sua essência e traduzir pela imagem um reflexo genuíno do que são”, finaliza Vandressa.