Paulo Navarro | quarta-feira, 20 de maio de 2020

Desde o dia 2 de abril, o chef Massimo Bataglini lidera — ao lado de Guilherme Santos, Henrique Chaves e Barbara Dutra, e em parceria com empresas, voluntários e grupos como o Abrace o Próximo — a Marmitada BH, que já distribuiu 13.000 quentinhas fartas, cheias de sabor e amor

Foto: Barbara Dutra

Saudades dos tempos antes da quarentena: Edna e Carlos Henrique Guedes

Foto: Edy Fernandes

Itália viva 

A mineira Isabel Tomasi de Freitas Paiva trabalha na Versace, mora em Milão, Itália, e manda notícias até do fuso horário: cinco horas à frente do Brasil. “A situação está lentamente voltando à normalidade, depois de quase dois meses de total ‘lockdown’. As mortes e contágios estão diminuindo, mas as autoridades esperam um leve aumento pela abertura, iniciada dia 18. É interessante analisar a geografia afetada”.

Itália única

“A única região muito afetada foi a Lombardia, pelo seguinte motivo: foi a primeira região na Europa e no ocidente com uma difusão muito alta do vírus, foi como uma ‘cobaia’ para outras regiões na Itália e países no mundo, ensinando o que não fazer para a disseminação do vírus”.

Itália nova

“Era uma situação nova, pois a China não era confiável na divulgação do que ocorreu com ela, então aqui foi vivida a experiência da ‘tentativa e erro’. Até acertar, isso custou muitas vidas. Como exemplo, comento o assunto do isolamento total, o mais equivocado de todos”.

Itália eterna

“Isolaram pessoas contaminadas e assintomáticas com pessoas sãs, o que aumentou o número de contaminação, mesmo estando em ‘lockdown’. Outra situação, outra conclusão foi que não deveriam proceder com a intubação no primeiro momento da internação. Hoje, a maioria dos doentes da Covid-19 é tratada em casa e não hospitalizada. Do ponto de vista econômico, as empresas estão sofrendo muito, as ajudas do governo estão chegando, mas bem lentamente. O governo então criou um plano de recuperação”.

Curtas & Finas

* Continua Isabel Tomasi de Freitas Paiva: “O plano do governo inclui muitos incentivos de empréstimos não reembolsáveis”.

“Mas como é um país rico, com um número muito pequeno de trabalhadores informais, a economia está afetada, mas, com certeza, muito menos que no Brasil”.

“Os bares e restaurantes são as categorias que mais sofreram por causa do distanciamento social, ainda obrigatório na abertura”.

“Eu, por exemplo, atuo no mundo da moda e estou trabalhando em ‘smart working’ desde março, com uma redução horária em que meu salário é pago em parte pelo governo e outra pela empresa”.

* Desde abril, a campanha Comunidade Viva Sem Fome dá suporte a famílias em situação de extrema vulnerabilidade em comunidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A AIC – Associação Imagem Comunitária, em parceria com a AMIS – Associação Mineira de Supermercados e a Cáritas Brasileira/Regional MG se uniram nesta ação de solidariedade, além de diversas outras instituições.

Entre elas, a MRV, por meio do seu instituto, que está doando R$ 40 mil para a aquisição de mais de 600 cestas básicas.

“A Comunidade Viva Sem Fome surge como resposta a esse cenário. A MRV acredita e apoia essa iniciativa”, declarou Raphael Lafeta, diretor executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV.