Paulo Navarro | quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

No capítulo AvantGarde, Belo Horizonte, Patrícia e Eduardo Moura

Foto: Edy Fernandes

Ainda em Belo Horizonte, Virginia Domingos e Thales Oliveira Paula

Foto Edy Fernandes

No prefácio Barbacena, dando o primeiro abraço físico durante a pandemia, Jorge Abalem, Walter Navarro, José Omar da Silveira Morais e Marquinhos Araújo

Foto: Arquivo pessoal

Na sequência e fim de semana em Barbacena, Newton Navarro, Rosângela Oliveira, Alexandre Bonatto e Rossana Segadans

Foto: Paulo Navarro

Barbacena dileta

Logo no início da pandemia, em Belo Horizonte, onde vive e trabalha, o médico, amigo e ilustre filho de Barbacena, Henrique Eloy Bueno Câmara, advertiu sobre os melhores lugares para um confinamento seguro: condomínios, sítios, fazendas e pequenas cidades do interior. Por esta e muitas outras razões, inclusive sentimentais, optamos por um fim de semana, longe de boatos, especulações, fake news e paranoia, na mesma “BQ”: Barbacena Querida.

Barbacena predileta

Rever a cansada e velha Barbacena, tão desleixada por anos de abandono, foi também rever a terra natal e base política de meu pai, o saudoso ex-deputado João Navarro. Foi mais do que uma viagem pelo túnel do tempo: muitas emoções neste baú do “Arco da Velha e dos Tempos do Onça”. No túnel, reavivar a memória dos primeiros passos, aqui e acolá, não só revitaliza nossos valores, como também o norte de nosso DNA.

Barbacena favorita

Rever Barbacena, dez anos depois, foi como voltar também à cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro, que sempre foram nossas “praias de férias”, mesmo sem mar. Isso, fora a própria cidade do Rio, minha cidade natal. Em cada uma delas, um degrau da formação de meu caráter, na longa escadaria que levou ao meu crescimento espiritual, cultural. Escolas de uma vida!

Barbacena escondida

Barbacena, terra de meus avós paternos; Vassouras, de meus avós maternos. “Quantas emoções vivi”! Hoje deixo aqui impressões de Barbacena que registrei ao lado de primos e amigos inesquecíveis em minha trajetória de moleque e aprendiz de cultura clássica. “Zoom” também para a casa de férias e também comitê eleitoral, na rua Otávio Navarro, meu tio avô, avô do primo Walter Navarro, que lá passa confinamento e exílio involuntário.

Barbacena mortal

Tempo para rever e revisitar também os ancestrais, no triplo túmulo da família Navarro, logo atrás do mausoléu dos Bias Fortes, atrás da antiga e histórica igreja Nossa Senhora da Assunção, igreja da Boa Morte, para os íntimos; como é conhecida e famosa. Pausa também para o casarão dos Andradas e dos Bias Fortes, praça dos Andradas e avenida Bias Fortes; raros casarões poupados pela destruição do patrimônio histórico e arquitetônico.

Barbacena perdida

Ainda estão lá, caindo aos pedaços ou abandonados, suplicando atenção e restauração; clubes de outros carnavais, rádios, jornais, praças etc., cada qual “pertencente” a um dos clãs políticos que dividiram a cidade como um feudo. Apesar de tudo; da destruição, do descaso e das décadas passadas e findas, um sopro de saudade e da vida bem vivida bateu no fundo de meu coração.

Curtas & Finas

* Caminhar por Barbacena, caminhar em “nosso quintal”, é caminhar o mundo, caminhar no mundo, pelo mundo. Hipócrates dizia que caminhar é o melhor remédio. Para Thomas Jefferson, não existe nada melhor quando o objetivo é “descansar a mente”. Há quem diga o contrá­rio: “Andar é bom para fazer a mente funcionar”. Aristóteles gostava de ensinar filosofia enquanto caminhava. Nietzsche afirmava que “todas as grandes ideias são concebidas enquanto se caminha”.

Resumindo a ópera: caminhar é preciso! E foi após a jornada por uma das principais rotas de peregrinação do mundo que ganhamos um ótimo relato. É do escritor carioca Ricardo Rangel com seu livro “O Destino é o Caminho – Uma crônica do Caminho de Santiago”. Rangel descobriu que milhares de pessoas, todos os anos, seguem os quase 800 quilômetros a pé, em busca da “desconexão total de tudo e de todos”. Em tempos de pandemia: link de venda: https://bit.ly/2DuFPrZ.

* Esta é para prefeitos de primeira viagem, incluindo a boa surpresa, Carlos Du, em Barbacena. A partir de 1º de janeiro, os prefeitos eleitos assumem e enfrentarão os desafios impostos, com a equipe administrativa. Assim, a Associação Mineira de Municípios (AMM) e o Sebrae Minas oferecem, via projeto “Desenvolve Minas Gerais”, três edições virtuais do curso “Os 100 primeiros dias de mandato”. Dias 3 e 4, 9 e 10, 15 e 16 de dezembro. As inscrições são gratuitas e estão abertas aos gestores e servidores públicos municipais.