Paulo Navarro | quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O presidente da MRV, Eduardo Fischer, comemorando mais um prêmio, a Governança Corporativa do Anuário Época Negócios 360º

Foto: Divulgação MRV


Os irmãos Lúcio e Flávia Albuquerque, reabrindo o templo das artes, a galeria Celma Albuquerque

Foto: Leandro Couri


O ano feriado

Mais um feriado, anteontem, com jeito de dia útil, em ano sem igual que não ousa dizer seu nome. Nada será como antes, para tudo ficar do mesmo jeito. A começar pelo clima, cheio de fúria, inundações e incêndios daqui até a Sibéria. Um ano onde, em três dias, passamos do inverno ao verão, sem primavera. E de repente, volta o frio, dias nublados, esperando chuva e calor de derreter viadutos.

O ano velho

Nos Estados Unidos, eleições presidenciais com um Donald Trump sempre imprevisível. A briga entre republicanos e democratas que, no fim de qualquer mandato, mostra que não há diferença nenhuma entre os donos do mundo. No Brasil, eleições municipais chegando, com o efeito principal de mais uma crise. Nunca se viu tantos candidatos a vereador e prefeito. A maioria deles, desempregados ou oportunistas, em busca de um meio de vida, sobrevivência. Só isso.

O ano normal

As mesmas promessas e demagogia de sempre. A mesma falta de ideias e projetos. A mesma timidez intelectual, a mesma boca cheia, em cabeças vazias. No Brasil e no mundo os ricos cada vez mais ricos, com ou sem pandemia. Os pobres cada vez mais miseráveis, desempregados; à espera de um milagre, um salvador da pátria e da lavoura, em forma de bonde ou de Godot. Um trem que já vem, que já vem, que já vem e nunca chega.

O ano normal

A pandemia que grassou a Europa no fim do inverno, fingiu-se de morta no verão e agora volta, a bordo do novo inverno. De ponta a ponta, mais contaminação, mais confinamento, uma nova onda e um novo golpe em vidas e na economia. No Brasil, onde até vírus chega atrasado, ninguém vê, mas as mortes já estariam em 150 mil novas almas penadas. Com um mês de atraso em relação ao mundo, atravessamos o inverno e vem aí a vacina chamada verão, mesmo gaguejando.

O ano de sempre

Como se não bastasse o coronavírus matando no mundo inteiro, sem fronteiras, com exceção da Coréia do Norte, onde não há nada a matar; guerras e ameaças de guerra. Em Pyongyang, o grande ditador Kim Jong-un grita que seu país é o único a escapar da epidemia e, ao mesmo tempo, idiotamente, mostra ao mundo as potentes armas que nunca poderá usar.

O ano do asno

Pobres asnos e burros, que têm nada a ver com os verdadeiros imbecis. Ainda no mundo, mais uma guerra inútil e sem sentido, agora entre Armênia e Azerbaijão, por uma terra pobre, mas estratégica para Rússia e Turquia, menos para os mais interessados. No mais, o esporte, com plateias vazias para surpresas recordes no tênis de Roland Garros e na Fórmula 1. No futebol, estádios também vazios em todo mundo. No Brasil, o Atlético, por enquanto, fazendo bonito e o Cruzeiro, infelizmente, caindo no abismo que ele mesmo cavou.


Curtas & Finas

* A MRV, plataforma líder em soluções habitacionais, ganhou o primeiro lugar do Anuário Época Negócios 360º, edição 2020, na categoria Governança Corporativa. A premiação elege as melhores empresas do país. Com a Fundação Dom Cabral, a organização do prêmio avaliou 334 empresas de 25 setores diferentes. Cada companhia foi comparada com suas concorrentes em desempenho financeiro, governança corporativa, inovação, gestão de pessoas, sustentabilidade e visão de futuro.

* Ontem, o Centro de Memória do Centro Cultural Minas Tênis Clube (CCMTC) voltou a receber visitantes depois de sete meses fechado por causa da Covid-19.

* Com a rotina agitada de clínico-pediatra e 70 anos muito bem vividos, Rômulo P. Alvim acaba de lançar o livro, “Bateia”, primeira obra de literatura intimista da Saíra Editorial. Uma série de aprendizados sobre o amor e também as dores do mundo, considerando os rumos que a vida toma. “Dois amigos, uma doença grave e lições para uma vida toda”. Link de venda: https://amzn.to/3c2nxuU.

* As visitas à Galeria Celma Albuquerque voltaram de forma presencial, promovendo o alívio mental e bem-estar dos fãs. No belo espaço, as fotos de Cláudia Jaguaribe e as pinturas de Mariannita Luzzati. Até 18 de outubro. Parabéns aos galeristas Flávia e Lúcio Albuquerque.

* O restaurante onde foi o Era Uma Vez Um Chalezinho, que pertence ao mesmo Antônio Augusto Marcellini, foi reinaugurado em 2019. Continua com o ambiente aconchegante e os tradicionais foundues e música boa, com diferentes pianistas diariamente. Nesta semana de comemorações, até dia 17, temos hoje, às 21h, Tributo a Ivan Lins, no piano e voz de Paulo Cascardo. Paulo, que já tocou com Hocus Pocus, Cia Supertramp e Hour Glass, se apresenta às quintas e às sextas-feiras no Vila Chalezinho.