Paulo Navarro | quarta-feira, 13 de maio de 2020

Esperando Godot e a pandemia passar: Carol Ocampo e Gabriel Bahia

Foto: Edy Fernandes

Sérgio Leite, presidente da Usiminas, ao lado da filha médica, Maitê, em caminhada saudável e protegida

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Gradual e essencial 

A gradual retomada para bares e restaurantes exigirá cuidados. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio de Janeiro (Abrasel-RJ) lançou cartilha seguindo orientações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da OMS (Organização Mundial da Saúde). As informações vão da organização espacial dos estabelecimentos à maneira de realizar os pagamentos. Tudo no site da entidade.

Gradual e cautelosa

Para o presidente da Abrasel RJ, Pedro Hermeto, “no setor de Alimentação Fora do Lar (AFL), o que era rígido na higienização agora tem novos procedimentos sendo realizados. Tudo pela segurança e conforto dos profissionais e clientes, evitando a disseminação da Covid-19”.

Gradual e imperativa 

Pelo lado econômico, o deputado federal Orlando Silva, relator da MP 936 dos Salários, atendeu pedido do presidente nacional da Abrasel, Paulo Solmucci, pautando a prorrogação do programa de apoio aos empregos e à renda, que reduz jornada e salários para manter o emprego.

Era uma vez 

Agora “fábula” sobre o funcionamento não só de bares e restaurantes, como de todo o comércio e, principalmente, de pequenas e médias empresas, que sofrem, para variar, mais que as grandes. “Ao fechar ‘temporariamente’ a loja, alguns funcionários foram dispensados e outros tiveram os contratos suspensos. Um dos funcionários desligados teve que interromper os estudos, não tinha como pagar a faculdade. A faculdade demitiu o professor. O professor cancelou a academia”. Continua abaixo.

Curtas & Finas

* Segue a fábula fabulosa e cabulosa: “A academia que teve suas matrículas canceladas acabou fechando e devolveu o imóvel”.

“O proprietário do imóvel cancelou a compra que tinha planejado de um automóvel. Com a crise, a loja de carros reduziu o quadro de vendedores”.

“Os vendedores reduziram os gastos pessoais no comércio e serviços. Com a redução de gastos, caiu a tributação”.

“Reduzindo a arrecadação de impostos, a prefeitura não conseguiu pagar os funcionários e eles entraram em greve”.

“Depois do caos instalado, uma pessoa pergunta, assustada: ‘Tudo isto por causa de uma lojinha? O que ela vendia, afinal?’”.

E alguém respondeu: “Esperança. Ela vendia esperança”.

* E haja esperança! E pensar que o Brasil está “um mês atrás ou à frente”, para o bom e o ruim, em relação à Europa, que começa a reabrir o comércio, mas lentamente”.

Na Europa, também “lojinhas”, bares e restaurantes sofrem. Os dois últimos continuam fechados, esperando, exatamente a esperança.