Paulo Navarro | quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais, Camilo Lelis, e Roberto Santoro, presidente do Grupo Pardini, durante a entrega do Prêmio O Equilibrista, que aconteceu no Buffet Catharina

Foto: Edy Fernandes

Dicas gerais 

Se existe um governador eleito que não precisa de aula é o nosso, Romeu Zema. O homem, qual um Bolsonaro “light” provou ser “O” mestre. Primeiro, não no Exército, mas como empresário, agora como político. Isso, sem ser político, como ele mesmo gosta de lembrar. Mas o novo governador quer aprender mais e sempre. E, dia 7, teve uma ótima professora. A Federação das Indústrias de Minas (Fiemg).

Dicas fundamentais 

A Fiemg, séria e humildemente, deu o mapa das minas ao governador. Apresentou suas “Propostas para o Brasil e Minas crescerem”. Existe presente mais belo e urgente para nosso estado? Principalmente depois do dilúvio que vivemos há quatro anos. Mas desse tsunami falamos amanhã!

Dicas imperativas 

Agora, caro Romeu Zema, repassamos ao senhor – infelizmente resumidas – dicas ainda mais prementes, estas, oferecidas pelo excelente colunista da revista “Veja”, J.R. Guzzo. “Em desmanche. Do novo presidente (Bolsonaro), à também nova deputada Janaína Paschoal. ‘O importante não é o que vamos fazer’, disse ele, ‘mas o que vamos desfazer’”. Tomara, Jair!

Dicas obrigatórias 

Prossegue Guzzo: “O Brasil só caminhará feliz se Bolsonaro desmanchar metade do que imagina que precisa ser desmanchado. O país teria mais progresso e sucesso do que teve nos últimos 50 anos. Já aconteceu com o Mais Médicos, que sumiu antes mesmo do novo governo começar”.

Dicas lógicas

“Tudo virá naturalmente, no espaço da montanha de entulho jogada no Brasil nos últimos 15 anos”. Resumamos: “o ‘trem-bala’ de Lula e Dilma. Não existe, nunca existiu, nunca existirá, mas tem diretoria, 140 funcionários, orçamento de 70 milhões de reais e por aí vai”. É ordem e progresso ou o trem-bala de Lula e Dilma. Também não dá para melhorar a vida de um único pobre, um só que seja, doando 1,3 milhão de reais de dinheiro público à cantora Maria Bethânia, declamando poemas num blog pessoal.

Curtas & Finas

* Caro Zema, essas dicas, toques e TOC cabem como uma luva em Minas, apenas trocando nomes e absurdos, OK?

Então, dá-lhe Guzzo, sobre a TV Minas, perdão, TV Brasil: “Não iremos a nenhum lugar com a TV Brasil, invenção de Lula que custa 1 bilhão de reais por ano, emprega mais de dois mil amigos do PT e tem zero de audiência”.

“Que mais? Mais de mil coisas que a segunda parte do governo Dilma deixou intactas para você pagar. Tirem esse lixo todo daí e o Brasil dará um salto”.

“Para simplificar, o país se prejudica muito mais com o que o PT fez do que com as coisas que não faz”.

“O Brasil não precisa de Plano Quinquenal, de ‘obras estruturantes’, ‘políticas públicas’. Não precisa da Refinaria Abreu e Lima de 20 bilhões de dólares, dez vezes mais do que estava orçado — e que até agora não ficou pronta”.

Fora Venezuela, PAC, Copa do Mundo, Olimpíada, impostos extorsivos e inúteis; Previdência Social, pagamento das aposentadorias dos funcionários públicos e infinito.