Paulo Navarro | quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Os iluminados Monique Lima e Zezé Tergilene

Foto: Arquivo Pessoal


A Pantera e a selva

Domingo, registramos e divagamos sobre o filme “Ângela”, contando a bela e trágica história da socialite mineira, Ângela Diniz, a eterna “Pantera de Minas”, aqui e principalmente no Rio de Janeiro. A produção do filme está meio devagar, mas não parando, por vários motivos. Quem quiser saber mais tem esta coluna do dia 9, aqui em nosso site ou, então, notícias pulverizadas no Google.

A Pantera e o Jaguar

O advogado José Murilo Procópio após ler a coluna, fez algumas considerações mui pertinentes, mostrando como a breve história de Ângela Diniz, apenas 32 anos, foi rica e, realmente, “coisa de cinema”. Fala José Murilo: “Sensacional essa possibilidade de se emplacar o filme sobre Ângela. Foi amiga de infância e frequentava o Clube Jaguar. Esse clube, localizado no Bairro de Lourdes, agregava boa parte da juventude daquele bairro”.

A Pantera dançante

“Eram horas dançantes de 15 em 15 dias nas casas de sócios, encontros na sede, na casa do Dr. Antônio Chagas Diniz. Jogos diversos e ações sociais. Curso de alfabetização para adultos, campanha do agasalho etc. Horas dançantes no Minas Tênis Clube, das 11h às 13h. Encontro à tardinha no Xodó e depois descida para às horas dançantes no Automóvel Clube e Sociedade Mineira de Engenheiros”.

A Pantera faminta

“Tudo terminava em pizza e um chope escondido no ‘Pelicano’, ali no (edifício) Maletta (centro de BH), servidos pelo garçom Éneas. Isso tudo para dizer que Ângela, à época, fazia esse roteiro e participava ativamente das atividades do Jaguar. Ela morava na Avenida Bias Fortes, numa casa em frente ao Posto Autotex. Bons tempos! Coisas de quase 60 anos atrás. Mas tudo verdade. O nosso Jaguar continua. Estão aí uns 40 sócios. Nos frequentamos, temos grupo de WhatsApp e antes da epidemia tínhamos encontro mensal no Minas”.

 

O “Homem de Ferro”, Marco Antônio Lage

Foto: Divulgação/Cemig

Vontade ferro

Domingo, Dia dos Pais, pelo Facebook, tivemos breve, mas agradável tertúlia com o poderoso, “gente fina e sangue bom”, Marco Antônio Lage. O homem não comemorava apenas seus cinco filhos e tesouros. Marco, ex-diretor da Fiat, do Cruzeiro e da Cemig, vai disputar a prefeitura de Itabira. A cidade natal de muitos mineiros famosos, sendo o maior deles, o poeta Carlos Drummond de Andrade.

Poesia de ferro

Drummond, que escreveu a clássica “Confidência do Itabirano”, chorando a degradação da cidade: “...Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!”. Marco Antônio Lage não chora sobre o leite e o ferro derramados, muito pelo contrário: “A cidade, berço da mineração em larga escala no Brasil, cujas minas são exploradas pela Vale desde 1942, vive agora o drama da exaustão mineral, anunciada para daqui a oito anos”.

Herança de ferro

“Nesses anos todos, como outras cidades de ferro, em Minas, Itabira não se preparou para a diversificação econômica”. Por isso, agora convoca mais um filho ilustre, gestor experiente na iniciativa privada, “a desenvolver um plano estratégico que garanta a sobrevivência futura do município, que tem 120 mil habitantes”. E que assim, vingando o poeta, Itabira volte a ser uma fotografia na parede, uma cidade no mapa, mas nada dolorida.


Curtas & Finas

* O filme “Difícil É Não Brincar”, de Papoula Bicalho, foi selecionado para o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, entre os dias 20 e 30, na Mostra Infanto-Juvenil.

O curta registra a infância em três distritos do interior de Minas Gerais, onde a produção de minério é a principal atividade econômica. Dar voz às crianças é o objetivo.

O filme foi selecionado entre 3.056 inscritos. E apenas seis filmes de Minas foram escolhidos.

“Meu desejo era torná-las protagonistas, narradoras e produtoras. A brincadeira foi o modo de obter isso de forma espontânea e criativa”, conta Papoula Bicalho, que concebeu e dirigiu o filme. Trailer: https://drive.google.com/file/d/1hII0uCFMCSr7QCpuPzVLEePiSee1hev4/view?usp=sharing

* Nossa “hermana” Argentina pode estar na lama onde o diabo amassou o pão, mas o acompanhamento, o vinho, vai muito bem, “gracias”.

O prêmio World’s Best Vineyards 2020 elegeu, pela segunda vez consecutiva, a argentina Zuccardi Valle de Uco como a Melhor Vinícola do Mundo, de uma lista com cinquenta.

O anúncio foi feito em julho. O ranking foi elaborado por mais de 500 jurados, felizes experts em vinho, sommeliers e jornalistas de turismo de diferentes nacionalidades.

Na luta, não somente a qualidade, mas os tours, a infraestrutura, a gastronomia, a degustação, o local, a vista – tudo o que contribui para a experiência do visitante.

A Zuccardi se destaca em vários destes quesitos. Em primeiro lugar, por sua localização: ela está aos pés da Cordilheira dos Andes.

Outro trunfo: está a cerca de 100 quilômetros de Mendoza, meca dos correligionários de Baco.