Paulo Navarro | quarta, 6 de janeiro de 2021

Réveillon no Rio Poty Hotel, em São Luís, com o otimismo de Armando Ferreira Gerente do hotel, a jornalista Lea Zacheu e o múltiplo Valdez Maranhão. Foto: Divulgação

Vinho é verdade

Notícia no melhor estilo “bebo para esquecer o problema do meu pai: ter um filho alcoólatra”. A brincadeira tem um percentual de verdade porque, “quem não tem cão, caça com gato”. Mesmo assim, não adianta beber para afogar as mágoas porque elas já aprenderam a nadar. A verdade, literalmente líquida e certa, é que o confinamento privou-nos de muita coisa, mas abriu outras, principalmente e, no caso, garrafas.

Vinho de verdade

Lemos, endossamos e compartilhamos matéria de Mariana Fonseca, no “InfoMoney”:  com menos viagens, brasileiros bebem mais vinho em 2020 e negócios do setor faturam. Desde garrafas que custam mais de R$1 mil, até vinho branco ou rosé em lata: brasileiros compraram 28% mais litros da bebida entre 2019 e 2020. Com pandemia e confinamento, sem bares, restaurantes e turismo: vinho em casa e entre amigos.

Vinho inteligente

Segundo a Wine Intelligence, empresa de pesquisas no setor, o consumo da bebida cresceu no país mesmo em um ano de incertezas econômicas. Cerca de três milhões de consumidores regulares de vinho (que bebem ao menos uma vez por mês) foram adicionados de 2019 para 2020. Aumento de 8,3%, resultando em 39 milhões de consumidores. Em 2010, o Brasil tinha 22,4 milhões de pessoas com esse perfil.

Dany Ávila fazendo e acontecendo nas areias de Trancoso neste verão. Foto: Arquivo Pessoal

Vinho positivo

Depois de um ano com saldo positivo, as empresas projetam resultados ainda melhores em 2021. Há espaço para mais crescimento. O Brasil ocupa o 74º lugar no mundo no ranking de consumo de vinho per capita. Somando os 39 milhões de consumidores regulares aos 44 milhões que bebem vinho de forma irregular, temos cerca de 40% da população brasileira. Tim tim! Com moderação!

Vinho santo

Dentro do mesmo tema, no site “Italianismo”, um vídeo que faz sucesso em todo mundo, “graças a Deus e à Internet”. Em missa de Natal, um padre italiano, Pietro Cesena, recomendou beber muito vinho porque, segundo ele, “os sóbrios não vão para o céu”. “Hoje os convido a comer bem e a beber em abundância, mas não Coca-Cola. Bom vinho. Porque o vinho é sinal de vida eterna. No céu, meus irmãos, os abstêmios não poderão entrar. Porque o vinho é para beber”.

Transbordando saúde e felicidade, o “atleta” Silvinho Ximenes. Foto: Arquivo pessoal

Curtas & Finas

*Dando sequência aos “bebuns no Paraíso”, o padre Cesena é de Borgotrebbia, cidade nos arredores de Piacenza, na Emília-Romanha.

No meio da notícia sobre o padre, uma sugestão de leitura, para quem quiser pesquisar: “Vaticano é o Estado que mais consome vinho no mundo”.

Deve vir daí o ditado “comer como um padre”, ou beber como um bispo, arcebispo, papa.

Voltando ao vídeo da homilia de Natal – interrompido por estrondosos aplausos dos fiéis presentes – Dom Cesena é um padre muito famoso por causa de suas falas polêmicas.

Há pouco ele ganhou as manchetes dos jornais ao pagar uma multa de 400 euros por ter celebrado a missa com os fiéis presentes em um momento em que era proibida, por causa das medidas de segurança contra o covid-19.

*A Associação Comercial e Empresarial de Minas – ACMinas empossa, hoje, às 17h, via plataforma Zoom, o advogado José Anchieta da Silva.

O 41º presidente da entidade assumirá o biênio 2021/2022, com a diretoria executiva.

José Anchieta da Silva, é mestre em Direito Comercial pela UFMG e doutorando em Ciências Jurídico-Empresariais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Professor de Direito Comercial da UFMG e docente na Faculdade de Direito Milton Campos.

É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e das Academias Municipalista e Marianense de Letras.

Atua como árbitro integrante da CAMINAS e da CAMARB. É presidente da Academia Mineira de Letras Jurídicas - AMLJ e titular da José Anchieta da Silva Advocacia.