Paulo Navarro | quarta, 26 de maio de 2021

O mestre barman, Gana com o não menos anfitrião, em Bichinho, Betho Leão. Foto: Paulo Navarro

Volta ao presépio

Fim de semana deveras bacana, corrido e produtivo para gravação de mais um programa Paulo Navarro, em Tiradentes. Na verdade, mais ou menos Tiradentes, registrando o trio da moda: turismo doméstico, gastronomia e a lenta retomada do comércio. Mais ou menos Tiradentes porque o programa começou com fugaz passagem pelo hotel/pousada Pequena Tiradentes e ganhou sustança na Nova Tiradentes, a vizinha Bichinho.

Volta ao normal

Bichinho que, ao contrário do que muitos acreditam e divulgam, é borbulhante distrito de Prados e não de Tiradentes. Sexta-feira à noite, na piscina interna da Pequena Tiradentes, agradável tertúlia e drinques com o casal Virgínia Pastor e Luiz Tito. O frio e o recheado dia seguinte encurtaram a conversa, mas valeu; foi um tira-gosto do velho normal, como aqueles antes da trágica pandemia.

Volta ao novo

Sábado, depois de frugal café da manhã, iniciados os trabalhos na mesma Pequena Tiradentes e encontro com nosso guia, próximo anfitrião e “dono da bola” na região, o super empreendedor, João Bartolomeo. Em seu impecável e restaurado furgão Ford (1947) adquirido em Águas de Lindóia (SP), começamos a gravação por clássicos de Tiradentes, para, em seguida, abocanharmos a cereja do bolo, Bichinho.

Volta à novidade

Bichinho é a casa da criatividade e inventividade que fugiram de Tiradentes. Longe da fama e da carestia, o distrito é uma festa só. Claro, ainda sofre com os resquícios de fechamentos, confinamento e isolamento, mas em Bichinho também moram as novidades. Um comércio variado, 100% ligado e em torno do Turismo, com bares, restaurantes, galerias e lojas de artesanato, ostentando até um cartão postal nacional, a Casa Torta.

O cinegrafista Felipe Martins, de costas; o Ford 1947, ao lado e o "John Ford" de Tiradentes e Bichinho, João Bartolomeo, sendo entrevistado por Paulo Navarro. Foto: Arquivo pessoal

Volta ao inédito

Sempre em Bichinho, degustamos a novíssima pousada de João Bartolomeu e Betho Leão, a aconchegante e bem decorada, “Quatro Estações”. A pousada é parte de um complexo, a Galeria Bichinho, no térreo, repleta de lojas e uma praça de alimentação, onde provamos da mais que legítima comida mineira, do chef Vicente. Pausa para um elogio capital à pousada “Quatro Estações”, ela oferece “apenas” o essencial.

Volta ao essencial

O essencial é o que todo turista procura. Lindo e confortável quarto para dormir bem e tomar banho. Sem mais “distrações” e espaços de lazer, o hóspede é forçado a fazer o que foi procurar: vida exterior, andar, explorar, consumir, comer e beber fora do ambiente fechado das grandes pousadas e hotéis que, oferecendo tudo “in loco”, acaba forçando o visitante a ficar preso em seus domínios.

Volta ao mundo

Mas a “Quatro Estações” tem sim um espaço em comum, intimista e dos mais agradáveis. Uma suíte com varanda e até churrasqueira, com vista para a rua. Foi lá, na noite de sábado, com muita música ao vivo - do violeiro Evaldo e o próprio João, na percussão - queijos, frios; o chope/cerveja também da lavra Bartolomeo, Haus Bier; espumante, whisky e drinques com o gin Nima’s Blend, que fechamos a segunda noite, esperando a segunda manhã.

Mãe e filha da Pequena Tiradentes,  Vanice e Gabi Barbosa. Foto: Arquivo pessoal

Curtas & Finas

*Para não estragar a surpresa do programa, em breve na Band Minas, domingo, conhecemos o mais novo grande projeto de João Bartolomeo, também no centro de Bichinho.

Trata-se de um empreendimento sem igual, um parque, um condomínio de luxo, com todas as atrações inimagináveis e infraestrutura de ponta.

*Conhecemos o projeto já em execução, obra visionária, prevista para ser inaugurada em dois anos e meio. Nada perdemos por esperar.

Enquanto isso, estejam certos! João Bartolomeu é “O Cara”!

Em breve, Bichinho superará Tiradentes. Com uma condição: que o charme colonial seja lei, evitando as horrendas construções “modernosas”.

*Como nada é perfeito, voltamos a criticar o acesso à Tiradentes, um trecho da BR-040, repleto de absurdos em forma da extração do minério, que anda salvando Pátria e lavoura.

Atividade tão fundamental à Economia poderia também investir no lado humano e racional que, misteriosamente, existe, mas não funciona.

O trânsito pesado de caminhões carregados conturba o trânsito, suja, incomoda e provoca acidentes e mortes. É criminoso.

"Tem Base" o trabalho de Nando Gonçalves? Tem e muita! Foto: Arquivo pessoal

Caminhões que abusam de tudo, a começar pela velocidade, atingindo o ápice da irresponsabilidade quando transitam sem rede ou capa de proteção da carga.

Poluição, pó, poeira, sujeira e a constante ameaça de um resíduo cair e atingir os automóveis que circulam cercados por estes monstros.

Soubemos que a Gerdau criou uma estrada paralela à BR-040, exclusiva para o transporte de minério e evitar este incômodo e enorme perigo.

Misteriosamente, repetimos, forças terríveis e ambientais não deixam que a sensatez se realize.

Protegendo vá saber o quê, esta estratégia surreal ameaça muitas vidas, todos os dias, como uma pandemia, por exemplo.

Agradecimentos finais e fundamentais aos homens de vídeo e imagens adicionais do programa, a começar pela prata da casa, nosso Felipe Martins.

E aos mestres, Nando Gonçalves, da vídeo produtora e comunicação, “Tem Base”; Carlos Augusto “Guto” Coelho, piloto de drones e produtor de vídeos.