Paulo Navarro | quarta, 17 de fevereiro de 2021

Em almoço que comemorou o primeiro aniversário da Cozinha de Fogo Wals, Flávio Santos da Band Minas e um dos sócios da casa, Vinicius Veloso. Foto: Edy Fernandes

Quarta de 2020

E nossa Quarta Feira de Cinzas sem cinzas? Sem cinzas porque não teve brasa, muito menos fogo. Primeira vez sem blocos, folia, festa, loucuras, escolas de samba e apuração das campeãs. Talvez até sem ressaca. Ou será que o povo aproveitou e, só para contrariar e protestar, “encheu a cara” em casa mesmo, ao som de marchinhas murchas, xingando a China, a Covid-2019, 2020 e até 2021, que não tinha nada a ver com isso? Este ano, o Brasil e o mundo só começam depois da vacina.

Exame exemplar

Mesmo com toda crise a bordo da pandemia, as obras de um dos maiores empreendimentos imobiliários em Maringá, urbe de 430 mil habitantes no Paraná, vingaram. Enquanto “muito Brasil” sentia o desemprego, centenas de operários continuavam a trabalhar na construção de um novo loteamento, o Eurogarden, próximo ao centro. A construção, que caminha a todo o vapor, é um retrato da cidade.

Exemplos exemplares

Por que falamos de Maringá, em plena Belo Horizonte? Porque a revista Exame nos contou sobre “emprego e qualidade de vida: as 100 melhores cidades para se viver no Brasil. Apesar da pandemia, cidades que investiram em sustentabilidade e educação conseguiram avançar no ranking que mede os desafios da gestão municipal”. Vamos ao resto das demais surpresas?

Cidades exemplares

Os cinco municípios, primeiros colocados, no “ranking geral” são: Maringá (PR), Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São José dos Campos; todas as quatro em São Paulo. “Grande novidade”. Até o interior de São Paulo é outro país. E civilizado. Entre as capitais, pasmem! Curitiba (PR), Vitória (ES), Belo Horizonte, São Paulo e Florianópolis (SC). Como BH está em boa companhia!

Horizontes exemplares

Já disponível o primeiro “ebook” turístico de Belo Horizonte com os principais pontos turísticos, além de dicas de como chegar, o que fazer, restaurantes, hotéis e a história da cidade. O guia contempla os roteiros da Liberdade, do Mangabeiras, dos Mercados, da Pampulha e da Rua Sapucaí; mesclando o clássico com o moderno, mostrando as melhores experiências turísticas de BH. Aos interessados, basta apenas um mero cadastro no site Vem pra BH.

Drinques oníricos

Dois fortes empresários da noite mineira uniram-se em torno do The URBN, bar que oferece opções de drinques contemporâneos e cozinha oriental urbana, que poderia estar em qualquer metrópole do mundo. Didio Mendes e Felipe Tiradentes abriram a casa no Passeio da Vila, Vila da Serra, com a proposta de virar ponto de encontro descontraído para compartilhar bons momentos e “magic hours”.

No mesmo almoço, Lorena Martins e Lé Araújo. Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

*Ainda inaugurando o The URBN.  Sinônimo de bons eventos, a dupla de empreendedores surpreende em plena pandemia.

Casa cosmopolita, charmosa e bem montada, que se preocupa com a qualidade e o conceito, além da boa música.

As reservas para o The URBN podem ser feitas diretamente pelo instagram @t.h.e.u.r.b.n

*Dois móbiles com centenas de origamis de tsurus coloriram o BH Shopping durante toda a primavera.

Agora, serão reinstalados para transmitir paz, leveza e bem-estar aos visitantes, colaboradores e lojistas.

Os mais de 1300 origamis, da artista Naomi Uezo e equipe, simulam uma revoada dos pássaros que, segundo a lenda japonesa, representam longevidade e prosperidade.

“A ave emana uma energia positiva e, nesta composição, usamos as cores do arco-íris, enviando ainda mais positividade às pessoas”, contou Naomi.

No Japão, os origamis do tsuru tinham função meramente decorativa, normalmente, enfeitando o quarto dos bebês.

Depois, passaram a ser associados às orações, sendo oferecidos nos templos.

*A bailarina e pesquisadora Maria Alice Poppe participa do ciclo virtual de palestras “Lab Corpo Palavra”, amanhã, às 14h no canal do Youtube Celeiro Moebius.

A proposta é conversar sobre os pensamentos e práticas que envolvem a dança contemporânea na relação entre o corpo e a palavra.