Paulo Navarro | quarta, 14 de julho de 2021

Revolução Francesa

Hoje é feriado nacional, festa iluminada na França, a “Queda da Bastilha”; 14 de Julho, o Sete de Setembro francês, quando o povo faminto derrubou seu rei para, em seguida, passar a família real, nobres e milhares de pessoas na guilhotina. Dia enigmático em um ano idem. Ano de crise econômica e de pandemia. Véspera da eleição presidencial de 2022, repleta de pré-candidatos de olho na cadeira de Emmanuel Macron.

Revolução Conservadora

Os socialistas foram sumidos do mapa, os ecologistas cresceram, a direita se organiza; todos contra Macron, uma ilha cercada de sérios e vários problemas. A imprensa francesa, que adora rotular o presidente Bolsonaro de ultra direita, já se assusta com o renovado fantasma da realmente extrema direita francesa, representada por Marine Le Pen que tem tudo para chegar, pela segunda vez, pelo menos, ao segundo turno.

Revolução caviar

Marine Le Pen só perdeu a eleição de 2017 porque todos os outros candidatos se uniram contra ela, dando 66% dos votos a Macron, jovem, novato e independente; banqueiro, amigo dos bilionários e pasmem, ex-ministro da Economia no governo do presidente socialista François Hollande e do primeiro ministro, Manuel Valls. Claro, Macron já está em campanha por mais cinco anos, mas desta vez sem ser novidade e atacado por todos os lados.

Revolução Z

Guardem bem este nome, Éric Zemmour que, na bagunça, pode surpreender. Grande intelectual de direita, ultra conservador e nacionalista, filho de imigrantes, mas “100% França Pura” e inimigo da imigração; brilhante, culto, popular por suas aparições na TV como comentarista; polemista, radical sem papas na língua, Zemmour ganhou um movimento lançando-o a presidente, com a jovem “Geração Zemmour”. Será que só lhe faltam apoio político e muito dinheiro?

Primavera Cubana

Domingo, do jamais visto em Havana, Cuba. Enorme manifestação popular contra o governo e repressão à vista. Depois de 62 anos de ditadura comunista e com a “aposentadoria” dos irmãos Castro, finalmente o povo acordou, cada vez mais faminto, pobre e raivoso. Como esperavam os Estados Unidos, o regime comunista cubano está caindo de podre, sozinho, principalmente nesta pandemia.

Primavera outonal

Pandemia agravada pele eterna crise econômica, falta de infraestrutura básica, como energia elétrica e, claro, o embargo de Trump. Nas ruas da linda e decadente capital, mas também em outras cidades da ilha, gritos de “liberdade”, “abaixo a ditadura Castro” e “fora cão comunista”, no caso, o presidente fantoche dos mesmos Castro, o presidente Miguel Diaz-Canel. Começo do fim porque não há mal que sempre dure.

Curtas & Finas

*Ainda sobre Cuba. “Engraçada e pitoresca” a situação de Cuba. Durante muitos anos sobreviveu com o dinheiro da ex-União Soviética.

Com o fim da Guerra Fria, o Muro de Berlim e o renascimento da Rússia, a mamata acabou e a economia da ilha desabou. O embargo econômico americano deu conta do resto.

Cuba não tem indústrias. Vive de rum, charutos e principalmente do Turismo, inclusive sexual, que praticamente acabou na pandemia.

Mais “engraçado” ainda é a “solidariedade” do comunismo chinês, mais forte, rico e egoísta que nunca.

A China não dá nada à Cuba. Vende o que os miseráveis conseguem comprar.

Por que a China não é “boazinha” com Cuba, como é com países e ditaduras africanas; países pobres na Ásia e na Europa?

Será, talvez, porque Cuba não tem nada para trocar? Melhor perguntar ao PT e ao Chico Buarque.

Parabéns aos eternos 40 anos do casal Suely Calais e Antônio Claret Guerra. Foto: Edy Fernandes

*Nossos parabéns e desejo de vida longa ao “turístico” casal Suely Calais e Antônio Claret Guerra, comemorando 40 anos de feliz casamento.

Declara Claret: “À Suely, só tenho a agradecer por tudo de bom que me concedeu. Inclusive, após longa permanência na Assembleia Legislativa, tornar-se minha única sócia no Jornal MG Turismo”.

Suely é minha “principal colaboradora e incentivadora do mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais”.

*Neste frio de gripar pinguim, o Mr. Hoppy troca chope por agasalhos. A ideia é arrecadar roupas de frio e doar para instituições que realizem a distribuição.

Até dia 16, o Mr. Hoppy da Praça Tiradentes vai receber as doações e, para agradecer, oferece um chope Pilsen 300 ml ao cliente que fizer a boa ação.

*Mais um trunfo para a gastronomia de Minas. Uma geleia produzida em Belo Horizonte recebeu um título relevante em Penrith, Cumbria, norte da Inglaterra.

Os produtores da Expressar Gourmet foram destaque no Prêmio Mundial de Geleias Artesanais, apresentando sua geleia de Laranja Suave com Especiarias.

A geleia é particularmente apreciada por seu sabor suave e por uma harmonização extremamente versátil com diversos pratos. Os juízes concordaram.

Quem faz a acontece passa por aqui

Daymon Zagulski, Silvia Cussio e Alexandre Bouret Orro,  da ChurrasKing e parceiros da Imersão ao Mundo do Churrasco. Foto: Edy Fernandes