Nosso homem pelo mundo

Credito: Edy Fernandes

Nosso homem pelo mundo

Pedro Andrade nasceu com o passaporte virado para as luas do mundo. Bonito, inteligente, simpático, carismático e até modesto. É uma estrela entre as estrelas semanais do Manhattan Connection, na GloboNews. Não contente, sempre viajando, apresenta o mundo aos telespectadores daqui e dos Estados Unidos. Confessa-se curioso e é assim que aprende e ensina. Só não peçam ao Pedro dica de moda, apesar de ter sido modelo de marcas como a Gucci.

1) Pedro, como você se registra num hotel?
Sou jornalista, apresentador, mas minha paixão é gente. Gosto de conversar. Então, evito títulos, medo de que isso me distancie das pessoas.

2) Esse desenvolvimento veio da praia do Leblon?
Sou carioca, mas moro em Nova York há 18 anos. E tenho um orgulho absurdo de ser brasileiro. Quando vou ao Egito, Cuba, Leste Europeu, lugares anti-americanos, o fato de ser brasileiro faz com que as pessoas se abram mais.

3) Você me disse que tem um primo mineiro...
Não tem a relação de sangue mas existe admiração, amizade. Tenho a sorte de ter conhecido o Lucas Mendes que é o âncora do Manhattan Connection, mineiro antes de ser qualquer coisa.

4) Um mineiro que enxerga longe, com você ele agregou juventude, um novo olhar.
É um privilégio estar no Manhattan Connection. Aquelas feras me acolheram de braços abertos. Não é uma conquista minha, mas o fato de ter trazido uma voz mais jovem para a bancada realmente acabou dando muito certo.

5) Um dica de Nova Iorque que você vai e conta pra ninguém.
Curto dividir esses lugares escondidos. Mas indico um bar que ninguém conhece, o Little Branch, West Village. Eu morava do outro lado da rua, seis anos e me perguntava que fila era aquela, naquela porta velha. Não tinha a menor ideia. É encantador.

6) Como você constrói suas pautas?
Com uma qualidade da qual não abro mão, a curiosidade, desde moleque. Me pergunto o que vou achar lá. Isso guia minha vida, minha profissão.

7) E a originalidade, no GNT, do "Pedro Pelo Mundo"?

O "Pedro Pelo Mundo" não é um programa de viagens. Não dou dicas. É um programa sobre lugares passando por transformações irreversíveis e o aspecto humano dessas transformações. Para ver que o que nos une é bem mais forte do que o que nos separa.

8) Há algum que você não indicaria?
Vários. No "Pedro Pelo Mundo" conheço lugares que não preciso voltar nunca mais e outros onde eu voltaria 500 vezes. Gosto de lugares problemáticos. Copenhagen é um lugar encantador, mas tudo tá certo,  você não pode atravessar fora da faixa, não pode beber mais do que deve. Já o Cairo, no Egito; Omã, o sudeste asiático, lugares que tem algum tipo de problema, me atraem mais.

9) O que te deixa à vontade ao vestir?

É um clichê, mas realmente acredito nisso. Se vestir com aquilo que faz com que a gente se sinta bem. Eu acho que conforto e elegância são atitude. Mas, com isso dito, eu não sou uma pessoa ousada no meu guarda roupa. Eu sei o que funciona pra mim, eu sou quase um tédio quando se fala de moda.