Literalmente matreiro

Foto: Edy Fernandes

Literalmente matreiro

O jornalista e muito mais, Bruno, é astuto, gente fina, peça rara e sangue bom. Ele é até corintiano, mas nem sabe o que é impedimento. Verdadeiro perna de pau para bola quadrada. Isso no futebol. Na profissão, escrevendo sobre moda, entretenimento, celebridades, gente e coisas "fashion", tem pra ninguém. Mas, pela entrevista, Bruno Astuto poderia muito bem escrever sobre Turismo e amar!

Bruno, este sobrenome mais que interessante, instigante e modesto, Astuto; é sobrenome mesmo, apelido, título ou premonição?
- Engraçado e interessante, não é? Por incrível  e diferente que seja, Astuto é sobrenome mesmo. De pai e de mãe porque meus pais eram primos-irmãos. Então, é a mesma família. Sou duplamente Astuto. Somos todos Astuto. Você acredita?

Acreditamos, isso acontece nas melhores famílias! Mas, outra característica interessante em tua biografia: carioca e corintiano... Tem explicação isso?
- Na verdade, entendo nada de futebol, não olho pra futebol, não sei nem o que é impedimento. Pra mim, é quase grego. Eu dormi na final da Copa do Mundo.  Eu sou uma negação no futebol. Então, isso pra mim não é propriamente um conflito.

Afinal, quem é Bruno Astuto hoje, onde escreve, sobre o que escreve ou gosta, gostaria de escrever?
- Olha, eu faço exatamente o que amo. Estou há 10 anos na Vogue, seis anos na Revista Época, os mesmos seis anos de GQ Brasil, onde estou desde o primeiro número. Reiterando: eu amo o que eu faço. Estou também há sete anos com a Ana Maria Braga no programa Mais Você, na Rede Globo. Então, é maravilhoso fazer o que você ama porque você não sente que está trabalhando.  Eu sempre acho que estou de férias, estou amando.

Tua praia também é o entretenimento. O que faz nas folgas do trabalho para se divertir? Viaja muito?
- Exatamente. Nas horas de folga eu viajo. Eu amo viajar. E eu rodo igual japonês. Quando tenho uma semana de férias, por exemplo, eu visito várias cidadezinhas com meu marido, a gente pega o carro e vai olhando e visitando, todos os lugares possíveis. Eu realmente amo viajar.

Você enquanto "professor", quais as etiquetas que faltam aos brasileiros?
Nossa, que pergunta difícil! Tem uma que é comum em muita gente e que me incomoda bastante. Talvez não seja a que mais falta, mas a que é mais pronunciada em relação às demais que é não se atrasar. Eu odeio atraso. Eu sou uma pessoa que, se você marca comigo 8h10, às 08h09 eu já estou lá. Então, eu nunca me atraso, eu detesto. E eu não acho que seja producente. Você não pode roubar meu tempo. Aquele tempo que eu estou destinando a você é um tempo precioso porque no restante desse tempo eu que quero ler, eu quero ficar com a minha família e as pessoas marcam, às vezes, jantares às 21h30 da noite e eu falo: “Gente, pelo amor de Deus, tem que ser 20h.” Porque aí, você chega em casa e vê seu filho, vê televisão, lê um livro. Ou seja, você faz coisas para você.