Espírito de porco

Na festa de Dudu Fonseca, Marcela, Helena, o aniversariante e Eduardo Fonseca Tavares
Foto: Edy Fernandes

Espírito de porco
Aqui, pela telinha, estupefatos, acompanhamos cenas de barbárie na cidade de Vitória. Logo de lá, de uma cidade cujo nome nos remete ao valor daquele que vence, do que quer ser bom no que faz, vem um mau exemplo do povo brasileiro. Também vem de um estado batizado pelo nome de Espírito Santo, a quebra do juramento da Polícia Militar de defender nosso povo.

Degradação humana
De costas para a ordem e progresso carimbada em nossa bandeira, a triste constatação que nem todos receberam uma benção em seu berço. E, se receberam, deram uma banana à sua formação e a educação.  O que se descortinou com a população rateando lojas e supermercados, matando seus semelhantes, é mais do que uma explosão da selvageria nata de parte da população brasileira. É o caos ético e moral que se encontra nosso país!

Lama generalizada
Parodiando o genial teólogo e psicólogo Sérgio Oliveira, ressalto sua pontuação a proposito dos acontecimentos de Vitória: "Quando retirada a polícia vem à tona o desejo latente de um povo corrupto, idiotice pensar que só os políticos são desonestos. Tendo oportunidade, muitos se tornam criminosos.”

Selvageria latente
Daí, sua constatação, que a meu ver, é pior do que a má qualidade do voto quem elegeremos como nossos representantes: "Se precisamos de polícia para sermos honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos!"

Na mesma noite, no Ramada Encore Luxemburgo, Rogério Fernandes e Diana Junqueira
Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas


*Episódios desta natureza oportunista não são inéditos em seu primitivismo.  Em situações análogas, por varias vezes já foram documentadas quando de saques em caminhões acidentados em nossas estradas.

Selvageria aflorada também por várias vezes foram desencadeadas por torcedores de futebol dentro e fora dos estádios. O que diferenciou nestes últimos acontecimentos foi o de que, sem máscaras e medo, o povo mostrou para o que veio: roubar!

Saques e mais saques feitos não apenas por profissionais e necessitados, como também por cidadãos comuns. Aí eu pergunto: que país é este? O que está acontecendo com a nossa gente?

São essas pessoas que irão mudar o perfil corrupto de nossos representantes na Câmara, Senado e na Presidência. Temos o que merecemos?

A proposito do assunto em tela na coluna de hoje, o desembargador Doorgal Andrada lembra que em uma entrevista foi questionado se a violência era por falta de policiamento.

O desembargador respondeu que não se pode colocar um policial pra vigiar cada pessoa desse país. O país que, para ter paz e ordem, necessita de colocar exército ou excesso de polícia na rua é um país que  fracassou totalmente.Não é uma nação, mas uma selva.