Elite caipira


Legenda:Na inauguração do novo terminal do Aeroporto Internacional de BH, o titular da coluna, a superintendente da Lider Aviação, Júnia Hermont, o diretor de vendas da Lider Aviação, Phillipe Figueiredo e Janete Ribeiro, gestora de comunicação da BH Airport
Foto:Edy Fernandes

Elite caipira
Já escrevemos aqui que um dos grandes males de nossos políticos é sair do Brasil apenas para passear e fazer compras "a trabalho". Nunca para estudar, aprender, apreender. Mirar bons exemplos. Como no Brasil, pelo mundo, só conhecem o lado paraíso, desprezando serviços em prol da população, como transporte, saúde, educação, cultura, etc. Sim, Europa e EUA também têm povo. É a elite egoísta, diferente da elite produtiva que gera empregos e riquezas. Ambas duramente criticadas pela "esquerda".

Elite que pensa

Mesmo suspeitos, precisamos tratar de uma das exceções neste enorme cenário político, o fundador deste jornal O TEMPO, prefeito eleito de Betim, empresário mui bem sucedido, Vittorio Medioli que, acaba de fazer um mea-culpa: “O Brasil paga a conta de nossos próprios erros.”

Elite inconsciente

Foi durante sua palestra na última edição do ano do Conexão Empresarial, dia 6, na VB Comunicação. “Enxergo na elite brasileira uma falta de consciência. Um país desigual, com ilhas de felicidade e outras de miserabilidade. Tocamos os negócios, como se nada acontecesse”.

Elite pobre

Nas micro e macro situações, Medioli, naturalmente, como europeu nato, percebe como nossas mazelas mais primitivas como pobreza, violência e criminalidade travam a ordem e o progresso do Brasil. É uma situação tão "estúpida" que além de fazer mal aos cidadãos, não deixam os ricos ficarem ainda mais ricos. “Precisamos estudar Bogotá e Medellín, na Colômbia, e recuperar as favelas e jovens".

 
Legenda: Renato Gomes, diretor da Vivo em Minas Gerais e anfitrião da inauguração da nova loja Vivo no BH Shopping que teve show exclusivo do cantor Nando Reis.
Foto: Leandro Perez

Curtas & Finas 

* Continua Medioli lembrando o óbvio ululante que, no Brasil, por incrível que pareça, não é óbvio, nem ululante, porque aqui, nada funciona. "O maior desafio é melhorar a educação infantil”, diz.

Nesse sentido, Medioli propõe maior participação das elites brasileiras na política. Ele cita o exemplo de João Doria Jr. em São Paulo. “É bem-vinda a junção empresarial sem estar contaminado com os vícios da política”.

O empresário-político também defende corte de aproximadamente 30% dos representantes legislativos que, segundo ele, representaria economia de 24 a 25 bilhões de reais ao ano.

Abraça uma nova constituinte, contra os privilégios e abusos de poder da magistratura. É a favor da redução da carga tributária, hoje, na casa de 32%. “A arrecadação deve ocorrer de forma que não iniba a produção.”

Governador de Minas, em 2018? Medioli promete cumprir o mandato de prefeito de Betim até o fim. “Não tenho essa pretensão. Teria que ser mais político do que costumo ser.”

*O presidente da CBMM, Tadeu Carneiroe o diretor de comunicação da empresa,J.D.Vitalpromoveram ontem, no Ilustríssimo, o 30º jantar de confraternização com a imprensa. O evento contou com apresentação do Coral Arns Nova.