Ele é o Massimo!

Massimo Bataglini

Foto: Edy Fernandes


Ele é o Massimo!

Massimo Battaglini e Club do Chefe, tudo a mesma coisa, tudo gente boa. A história dele não é muito original, mas suculenta e só começando. A culinária, que começou como castigo, em sua Itália natal, virou profissão de fé e amor no Brasil, país que o acolheu; foi adotado e é amado por Massimo. Ele nem sonha em voltar, já se considera mineiro e domina nosso salão de festas e divã: a cozinha.


- Massimo, você parece estar em todos os eventos ou cabe mais?
Fico feliz pelo crescimento do Club do Chef. E olha que a concorrência não é fácil...rsrs. Mas nossa meta é progredir sempre, com qualidade para nunca perdermos as oportunidades como as que felizmente estão surgindo.


- Quantos anos entre as panelas?
Aos 14 anos briguei com meu pai, não queria estudar. O castigo foi trabalhar como auxiliar de garçom, no Vêneto, Itália. Durou pouco, briguei com meu chefe e deixei dois pratos de risoto cairem no chão propositalmente. Fui! Entretanto, o “bichinho” do amor pela cozinha já tinha me picado. Desse episódio, longos e incríveis 26 anos.


- E o Club do Chef?
É a empresa onde me encontrei profissionalmente. O setor de eventos é um desafio diário, penoso, que exige perfeição. Mesmo assim são desafios incrivelmente bons de serem vividos. Não há nada melhor que ver nos olhos do cliente que você foi capaz não só de atendê-lo, mas sobretudo de encantá-lo.


- Os franceses dizem que "você é o que você come". E os italianos?
Os italianos dizem que comida boa é a comida da Mamma. E a comida italiana reúne aconchego e simplicidade, que só encontramos na casa da mãe. Isso, além de saborosa e artesanal, típico de nossa cultura.


- O brasileiro sabe comer e beber ou ainda está aprendendo?
O brasileiro leva muito jeito para comer e beber. O mineiro então é mestre nessa tarefa nada árdua. Temos vários chefs de destaque, como Fred Trindade e Léo Paixão, numa culinária mais contemporânea e a tradição na mesa de Nelsa Trombino. E as cervejarias artesanais, todas com excelente qualidade. E a Serra da Canastra, queijos e vinhos deliciosos. A gastronomia mineira reúne as pessoas e valoriza os produtos da terra com sabor e qualidade.


- Que região da Itália tem a comida mais interessante? E do Brasil?
Na Itália, o Piemonte: trufas, cogumelos, hortaliças e a influência do mar, via a vizinha Ligúria. Já no Brasil, sem dúvida, é a mineira.


- Você ainda acredita no Brasil ou sonha com a Itália?
Não desejo voltar, criei raízes no Brasil. Lá eu teria que recomeçar do zero. Aqui no Brasil já tenho até um projeto em uma cidade litorânea, mas por enquanto não posso dar mais detalhes.


- Você acha que países “complicados” como Brasil e Itália são mais criativos?
Brasileiros e italianos são criativos e usam essa capacidade para enfrentar crises e adversidades, nas quais é preciso reconstruir. Então  não há como negar ou omitir essa nossa capacidade de criar, de sobreviver, de nos reinventarmos.