Dolce Vita | domingo, 26 de abril de 2020

Emprestando sua beleza para a coluna: Mariana Sily

Foto: Edy Fernandes

Cheia de charme: Luisa Starling

Foto: Edy Fernandes

Toda a elegância de Geisielle Paiva

Foto: Edy Fernandes

Uns e outros

Enquanto a maioria chora, uma minoria fabrica e vende lenços. Notícia de março: “Pedidos de táxi aéreo internacional registram alta de 70%. Com o provável fechamento da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, a aviação privada poderá se beneficiar do surto coronavírus”. Tudo reflexo do medo do coronavírus, fronteiras fechadas e o cancelamento de voos regulares.

Uns e os outros

Com a pandemia derrubando a aviação comercial, a procura por voos em jatos particulares torna-se crescente entre corporações, agências de viagens e clientes de alto poder aquisitivo. No segmento de clientes internacionais solicitando voos para/do Brasil, o número de pedidos nos primeiros três meses de 2020 obteve alta de 69%, comparado com mesmo período de 2019, segundo uma das empresas, a Flapper.

Uns diferentes

“O valor dos voos cotados atingiu um total de R$ 62.6 milhões. Jatos executivos de longo alcance e aviões de linhas aéreas dominaram a demanda, respondendo por mais de 50% de todos os pedidos. Os voos aeromédicos e de turistas e empresários brasileiros que retornam da Europa, EUA e Peru são, particularmente, populares e correspondem a mais da metade de todos os pedidos internacionais. Cuzco-São Paulo e Lima-São Paulo foram as rotas internacionais mais cotadas”.

Uns de sempre

Isso, enquanto São Paulo-Rio de Janeiro continuou sendo a rota doméstica mais popular. Num mercado em que 99% de todos os voos da aviação geral são domésticos (Instituto Brasileiro de Aviação, 2019), tais resultados representam um aumento de demanda sem precedentes, de acordo com Paul Malicki, CEO da Flapper.

Uns do mesmos

“O setor de aviação executiva brasileiro se comporta de maneira semelhante ao seu equivalente nos EUA, onde os voos comerciais devem cair de 70 a 90%, mas a aviação executiva continua sendo um forte concorrente”. Outra tendência observada pela empresa é um rápido aumento na solicitação de voos de helicóptero. Malicki diz que, em um mês típico, 30 a 40% das receitas são provenientes de fretamentos de helicópteros. O mês passado, o número chegou a 50%.

Duas tribos

Outra interessante variação sobre o mesmo tema, que circula nas famigeradas redes sociais: “Estamos divididos em dois grupos. Grupo 1: quer continuar o isolamento. Grupo 2: quer voltar às atividades. Mas vejamos as diferenças: O grupo 1 tem muito medo do vírus, o que é compreensível. Porém, a maioria ainda tem recursos financeiros para se manter parado. Por isso, a ‘economia’ fica em segundo plano”.

Duas diferenças

“Ainda para o grupo 1, a quarentena é cômoda, está usando o tempo para refletir, ver filmes, comer, descansar e, por outro lado, acusa o grupo 2 de ‘só pensar em dinheiro’. Já o grupo 2 também tem medo do vírus. Porém, já está sendo atingido pela crise e está se preocupando cada dia mais. Muitos não têm recursos para comida, boletos, aluguel, remédios etc. Sabem que seus empregos, casas, negócios, tudo está em risco eminente. Por isso, preferem enfrentar o risco do vírus e voltar ao trabalho.

Lança-Perfume

* Continuando sobre os grupos 1 e 2: este último acusa o grupo 1 de exagerar no pânico e torcerem para o vírus. Eis o problema: são interesses e dores completamente diferentes.

Outro texto muito compartilhado: “Não estamos no mesmo barco e sim na mesma tempestade, mas em barcos diferentes”.

“Uns em iates, outros em botes, outros em canoas que já estão afundando”.

* Leitora bem-humorada brinca que suas roupas estão aos prantos: “Acham que eu morri!”. E emenda: é pelo Instagram que avisamos que ainda estamos vivos.

E mais: “Até segunda ordem, os dias da semana são: segunda-feira, este dia; terça-feira, aquele dia; quarta-feira, outro dia; quinta-feira, algum dia; sexta-feira, outrem; sábado, hoje; e domingo, também, de tão iguais!

* Especialistas da área da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, garantem que não só durante a normalidade, mas principalmente nas crises, o humor é fundamental.

Recomendam comédias na TV e a convivência com gente alto-astral, para combater uma possível depressão. Nessa linha, humor nos tempos de tumor.

“Subi na balança hoje e apareceu a mensagem: ‘Evite aglomerações. Favor subir um de cada vez’”.

“Queria deixar um recado ao carteiro que veio deixar as contas para pagar: ‘Fique em casa’”.

“Tô quase me enfiando na máquina de lavar só para dar umas voltas”.

“Dilma pede para moradores de rua ficarem em casa”.

De um antigo vídeo do ex-ministro da Saúde, Mandetta, quando apenas deputado: “O perigo das drogas é que o sujeito começa na maconha, passa para a cocaína, para o crack e acaba votando no PT”.

“Quando tudo isso acabar vou ficar uns 15 dias sem aparecer em casa”.

“Já são tantos dias sem fazer nada que estou me sentindo um vereador”.

“Coronavírus é que nem ‘piriguete’: pega qualquer um, mas prefere os véio”.

“Estou vivendo igual loja de enxoval: é cama, mesa e banho”.

* Pergunta no Facebook: “Mim endiquem séries que vale a pena ver até o final...”.

Resposta: “Ensino Médio. 9 Temporadas”.

Como dizia o clássico, com faca enterrada na cabeça: “Só dói quando eu rio”.