Barris de carvalho

Paulo Rogério Lage e o maestro Rodrigo Toffolo que, após o espetáculo Quem perguntou por mim, viajou para reger no Festival de Bari na Itália e tem a Orquestra Ouro Preto indicada para o Prêmio da Música Brasileira, categoria Erudito com o disco Latinidade

Foto: Íris Zanetti


Barris de carvalho
"Trate muito bem os seus filhos, eles escolherão seu asilo ou a casa de saúde onde você vai envelhecer e ficar caquético até morrer...". Nos Estados Unidos opções não faltam, bem no estilo do "Hospice Care Network", espaços para, digamos, o fim de linha, doenças incuráveis ou em avançado estado. O diferencial é que estas "casas de saúde" são voltadas para os cuidados e não para a cura.


Carvalho tratado
Bons lugares, como diria Jorge Amado, para "esperar a morte", com paz e conforto, perto daqueles que lhes são caros. Geralmente são instalados em antigos hospitais desativados. Não têm médicos, só enfermeiras que cuidam e asseguram a "manutenção básica da higiene dos hóspedes".


Tratado e realista
Outra grande diferença, para similares no Brasil, é que estes locais evitam  preconceitos e dramas. Viraram uma tradição bem aceita por todos.  Há a questão financeira também, pois são muito mais econômicos que manter o idoso ou doente com duas enfermeiras diariamente em casa.


Realista e promissor
O Brasil, muitas vezes falso sentimentalista, caminha nesta direção. Primeiro porque as famílias estão menores, não têm filhos em número suficiente que se revezem nos cuidados. O jornalista Guga Chacra, da GloboNews, em Nova York observou que, nos Estados Unidos - como na Europa - casais têm cada vez menos filhos. Na esteira, em breve testemunharemos a extinção do filho do meio. Com raras exceções veremos somente primogênitos e caçulas. Assim, espaços neste estilo começam a brotar por aqui.


O gerente de marketing do BH Shopping, Renato Tavares, na exibição do filme “Como eu era antes de você”, que fez parte do Cine Drive In, em comemoração ao dia dos namorados no mall

Foto: Edy Fernandes


Curtas & Finas

* E completando o tema sobre cuidados de idosos e doentes terminais, o Brasil, sempre tétrico, tem outros detalhes mórbidos.


Famílias que simplesmente "desovam" seus entes nem tão queridos, maus tratos locais e claro, custos exorbitantes, fábrica de ganhar e fazer dinheiro, onde a eutanásia é crime, inclusive.


* O frio está tão periclitante que inventaram três banhos: O Feijoada lava só orelha, pé e rabo. O Sinuca, lava só o taco, as bolas e o buraco. O Brejo, só para a perereca, o popular Banho Tcheco, aquele de bacia...


Tem gente usando fralda geriátrica para dormir e não precisar sair da cama durante a noite.


* O bairro Vila da Serra, Nova Lima, criou data obrigatória no calendário. Dia 15, das 12h às 20h, com praça de alimentação, shows, espaço kids e as melhores cervejas artesanais acontece o Vila da Serra Bier.


* A Agenda Comunicação Integrada e Fred Godoy, diretor da Person UP, convidam para o coquetel de pré-lançamento do “Pedalando do Topo 2017”. Dia 11, às 20h, no Hotel Ramada, Luxemburgo.


*O Shopping Cidade promove, até amanhã, o seu tradicional Bazar de Inverno. Sucesso de público, com descontos que podem chegar a 70%.