Aula gostosa

Belas mineiras que brilham, fazem e acontecem em Miami: Adriana Willcox e Renata AbreuFoto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Aula gostosa
Como prometido na coluna de quinta feira, hoje, vamos registrar um novo, velho, renovado fenômeno: Aprender com o álbum da copa do mundo. O valor do dinheiro; quanto se gasta, o que se compraria com o mesmo dinheiro. Em suma, aprender a negociar na troca de figurinhas. E claro, virou febre, multiplicada a cada Copa. No nosso caso, em colóquios, na barragem da  Santa Lúcia, na banca de troca.

Aula colorida
Os domingos reúnem  500 pessoas; pais e filhos, famílias. É  uma confraternização que também. passa por aplicativos e WhatsApp para troca.  Lojas shoppings e padarias também. Um negócio que rola muita grana, claro! E na esteira, claro, álbuns da copa invadem as salas de aula.

Aula divertida
Deu até no "Estadão".  Como em outras Copas, há décadas, os álbuns conquistaram as crianças. E nas escolas. Em vez de encarar a brincadeira como uma distração, professores aproveitam para trabalhar conceitos de matemática, português e geografia do ensino infantil ao fundamental.

Divertida e eficiente
Outra vantagem, o interesse que as figurinhas de papel - a léguas do mundo digital dos adolescentes - provoca. Professores inteligentes  aproveitam a "distração" para tratar assuntos de aula. Como? Na leitura e interpretação de textos que constam no álbum, incitando os alunos a procurar o maior número possível de informações textuais e de imagem; como cores, números, bandeiras, mapas e até mesmo um trabalho de educação financeira. A equipe vencedora leva um pacote de figurinhas no fim da aula.

Eficiente e inteligente
Nas "finanças", a reflexão é sobre o que as crianças podem ou poderiam comprar com o valor gasto, por exemplo, com dez pacotinhos. "A ideia é incentivar o consumo consciente e, principalmente, mostrar que a troca tem forte poder social", fazendo os alunos perceberem que poderiam completar o álbum mais rápido se trocassem figurinhas com mais gente.

Curtas & Finas
* Ainda sobre os álbuns como aprendizado. "A vontade de conseguir as figurinhas faz com que desenvolvam habilidades, fiquem mais desinibidos, cheguem a acordos".
As crianças aprendem a negociar as mais difíceis de conseguir; o álbum contempla várias linguagens: numérica, textual, de imagem e do espaço social.
Aprendem e reconhecem o sequenciamento numérico, se divertem com as camisas diferentes e as bandeiras.
E até tirar a figurinha do plástico exige fina coordenação motora.
A interação por WhatsApp e aplicativo em busca de troca também é salutar.
Por fim vale ressaltar que as figurinhas da Copa são mais baratas no Brasil que no resto do mundo. Em dólar, pacote chega a custar 67°/° menos do que na Suiça.

*Patrocinadora oficial da Copa do Mundo, a cerveja Brahma resgatou os cinco rótulos dos anos em que o Brasil foi campeão.
As garrafas comemorativas já estão no mercado e trazem uma releitura do visual da marca em cada época.
Enfim, provam também que o design, a criatividade e arte "caíram" muito. Os rótulos de 1950, 1962 e 1970 dão de 7X1 nos rótulos de 1994, 2002 e... 2018.

*Aconteceu no último dia 3 de maio a inauguração do novo showroom da Tecai, empresa do segmento de automação, áudio e vídeo.
Com projeto do arquiteto Gustavo Penna, a loja conceito fica localizada no bairro de Lourdes.