“A gente somos”

Colorindo a CASACOR Minas, a arquiteta Estela Netto
Foto: Edy Fernandes

No contexto Casa Viva da edição deste ano, somando beleza e vitalidade, Julia DumontFoto: Edy Fernandes

“A gente somos”
Assustador o texto “Nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis”, de Marluce de Oliveira. “Com o avanço da inteligência artificial, Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’, prevê que muitos profissionais, além de desempregados, não serão empregáveis. Os humanos serão substituídos na maioria dos trabalhos que hoje existem”.

“Somos inútil”
Em novas profissões nem todos conseguirão se reinventar e se qualificar. O que acontecerá? Do que se ocuparão?  No artigo “O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho”, o escritor anuncia a nova classe de pessoas até 30 anos: a dos inúteis.

Inútil e louco
Os inúteis provavelmente serão alimentados por uma espécie de Bolsa Família, uma renda básica universal. Mas, como mantê-los satisfeitos e ocupados. “Envolvendo-se com algum propósito. Caso contrário, irão enlouquecer”. Que tal os games de realidade virtual em 3D. “Por centenas de anos, bilhões de humanos encontraram significados em jogos de realidade virtual”.

Inútil e consumista
“No passado, chamávamos esses jogos de ‘religiões’”, afirma Harari. “Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos. Se no fim da vida você ganhou pontos o suficiente, depois que morrer irá ao próximo nível do jogo (também conhecido como céu). O consumismo também é um jogo de realidade virtual. Pontos para quem adquirir novos carros, marcas caras e tiver férias fora do país”. Quem consegue mais pontos ganha o jogo.

Inútil e humano
O significado da vida é uma ficção criada por humanos. Na história, muita gente, os nobres, por exemplo, encontraram o sentido na vida mesmo sem trabalhar. O que não será diferente “vivendo” de computadores, religiões ou ideologias. Você quer viver na Ilha da Fantasia onde bilhões perseguem metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Esse já é o mundo em que vivemos há centenas de anos.

Figuras carimbadas
“Você já completou seu álbum de figurinhas da Copa do Mundo da Rússia? E agora? Você está deprimido, sem ter o que fazer? Seus problemas acabaram, chegou o álbum de figurinhas da Lava-Jato, ‘Figurões da Lava-Jato 2018’. Tá todo mundo lá e quem ainda não está vai entrar. Todo dia às seis da manhã, figurinhas novas”.

Figuras únicas
“Não tem nenhuma repetida, você vai curtir demais este álbum. Figurinhas brilhantes, diamantes, joias e até em dólar. Álbuns de figurinhas da Lava-Jato. Peça hoje mesmo ao seu advogado. Mais um lançamento da Editora Tabanini uma empresa das Organizações Tabajara”.

Figuras difíceis
Calma, é apenas mais uma brincadeira, no YouTube, dos gaiatos do Casseta & Planeta. E fica mais divertido no vídeo porque, acompanhando o áudio, podemos ver as figurinhas com os figurões desfilando: Nestor Cerveró, Gleisi Hoffman, Fernando Collor de Mello, Aécio, Maluf, Romero Jucá, Joesley, Marcelo Odebrecht, Geddel Vieira Lima, Renan Calheiros e claro, as figuras mais fáceis e carimbadas: Sérgio Cabral e Lula.

Figuras nefastas
O vídeo é muito engraçado, uma brincadeira séria que bem poderia ser verdade, não fosse o nefasto politicamente correto que domina o Brasil. Rima bem com outra ideia, nossa, de fazer, aqui em BH, o Museu da Corrupção. Afinal, não podemos esquecer que aqui, na terra de Tiradentes, tudo começou, o Mensalão Mineiro que gerou o Mensalão do PT, pai do Petrolão. Minas Gerais é tão Brasil!

Lança Perfume
*Para um negócio ter público, é preciso mais que qualidade e durabilidade. O consumidor exige serviços e produtos que representam aquilo em que acreditam.
É o “Ser para Ter”, ainda mais sensível no mercado de alto luxo que cresceu cerca de 5% em 2017. Mercado alimentado por jovens, a geração Y, ou Millennials.
E traz novas linhas de pensamento, em valores pessoais e cuidados com a natureza, personalização de produtos, sensações e vivência de novas experiências.
A Movelaria Olga é um exemplo que chega a BH. Três andares, em 700m² sustentáveis. Para o proprietário, José Fonseca, as pessoas valorizam o ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo.
A mesma teoria serve para explicar novas relações amorosas. Os valores mudam de acordo com o cenário em que nasceram.
Uma mistura dos valores da geração anterior com os das contemporâneas que têm mil possibilidades e muita ambição.
O conceito de amor passa por parceiros financeiramente compatíveis com seus sonhos.
Um exemplo? Os usuários do site Meu Patrocínio, onde homens e mulheres maduros “bancam” os sonhos de jovens millennials, em troca de sexo ou apenas companhia.