Dolce Vita | domingo, 29 de setembro de 2019

Nos salões do Automóvel Clube, a belíssima Irene Savaresi

Foto: Edy Fernandes


Colorindo a mesma festa, em homenagem a Pietro Sportelli, a linda Luciana Nardi

Foto: Edy Fernandes


Emprestando sua beleza ao Proação Fashion Day, no Mix Garden, Lívia Siman

Foto: Grazi Mendonça


O mal maior

A psicóloga Liliane da Costa Vala Dabien lembra que a ex-primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, antes de levar um Brexit pessoal, criou um ministério só para cuidar do mal maior da vida moderna, a solidão. Mas esse mal não assola somente os britânicos. Basta estarmos em má companhia para ficarmos sozinhos. Estamos juntos nesse mal.

O mal invisível

A Universidade de Chicago revelou que o Brasil tem menos pessoas que vivem sozinhas ou são acometidas por esse mal. Será? Solidão mata mais que estar obeso, que levar uma vida sedentária ou que fumar 15 cigarros por dia, revela a Universidade de Brigham Young, dos Estados Unidos.

O mal acompanhado

Estar só não é o mesmo que solidão, lembra Liliane. Você pode estar junto de muitas pessoas e sentir solidão, a solidão a dois. Existe solução? Sim. Bastam dez minutos de bate-papo diário com um amigo de verdade; aquele que te ouve e não só escuta. Dez minutinhos e esse mal da vida moderna tende a atenuar-se.

O mal sedutor

Mas precisa ser papo “olho no olho” e não via WhatsApp ou Facebook, que dão a falsa impressão de diálogo, de comunicação, de interação. Portanto, vamos agir, vamos largar as telinhas e os robôs. Procuremos seres humanos para sair e conversar, trocar, tocar, abraçar. Em tempo! Para completar, fato comprovado: um animalzinho de estimação ajuda muito!

O mal moderno

Estamos no Setembro Amarelo da prevenção do suicídio. A solidão é um dos grandes incentivos para atentar contra a própria vida. Em todo o planeta, principalmente nos países mais ricos, competitivos e “tristes”, como os da Escandinávia e Japão. Já ouviram falar na geração hikikomori? A tradução, do japonês, quer dizer “isolado em casa”. Um comportamento de extremo isolamento.

O mal oriental

Os hikikomori são geralmente jovens, de 15 a 39 anos, que se retiram completamente da sociedade, de modo a evitar o contato com outras pessoas. Mas não somente: desempregados e aposentados que se sentem “inúteis” para a sociedade engordam a sinistra estatística. Esse fenômeno é, atualmente, tido como problema de saúde pública no Japão.

O mal extremo

No Japão, milhares de pessoas se encontram nesta situação, devido ao alto grau de perfeição exigido das pessoas em tarefas diárias e à pressão acarretada por tal exigência, o que acaba levando muitas pessoas a problemas psicológicos de baixa autoestima e, em alguns casos extremos, tendências psiquiátricas graves. Há casos piores, quando filhos chegam aos 40 anos ainda dependentes dos pais e sem experiência profissional.

O mal contagiante

O Ministério da Saúde no Japão estima que cerca de 500 mil japoneses sejam vítimas desta “epidemia”. Os dados do psicólogo Tamaki Saito, criador do termo e pioneiro na pesquisa sobre o fenômeno, indicam um quadro muito mais sombrio: um milhão de jovens do sexo masculino seriam vítimas desse distúrbio, o que leva ao assombroso quadro de 2% da população adolescente masculina (ou 1% da população do país inteiro) vivendo em reclusão quase que total.


Lança-Perfume

* Tomara que esta pesquisa do Datafolha não seja como as pesquisas políticas do mesmo instituto.

Porque, segundo o mesmo Datafolha, Minas é o melhor destino histórico no Brasil e melhor destino de natureza em 2019.

O estudo avaliou as opções de viagem dos paulistanos em 50 categorias. Entre os entrevistados, 24% escolheram as terras mineiras por seu legado histórico preservado.

As belezas naturais mineiras também colocaram o estado à frente, com a maioria dos votos nesse quesito (6%).

O estado concentra, no país, o maior número de Patrimônios Culturais da Humanidade, título concedido pela Unesco, em quatro exemplos a seguir.

Centro Histórico de Ouro Preto; Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas; Centro Histórico de Diamantina; e Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte.

Ops! Esqueceram Inhotim, único no Brasil e talvez no mundo.

A cidade de Ouro Preto está em destaque, mencionada espontaneamente por 18% dos participantes da pesquisa, encantados por seu casario antigo, charmosas ladeiras e suntuosas igrejas do auge do ciclo do ouro.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte, o fato é um incentivo para a continuidade do trabalho do Governo de Minas.

Trabalho aliando a preservação do patrimônio ao estímulo da atividade turística.

“Minas Gerais já é referência em turismo histórico e agora vem se firmando, também, como importante destino de natureza no Brasil. Além disto, temos uma gastronomia diferenciada, somos um estado bastante seguro, com um povo receptivo e acolhedor”, diz Matte.

Não esqueçamos de Congonhas (que precisa cuidar muito mais de seus profetas), Diamantina e Tiradentes; as cachoeiras, o Parque Estadual do Rio Preto, junto à Serra do Espinhaço etc.

Tiradentes dispensa comentários e elogios. Mas deveríamos olhar para outras cidades, como Barbacena, que poderia ser mais uma cidade histórica, mas “onde suas igrejas só não foram demolidas porque é pecado”.