Sábado, 4 de abril de 2026
Ana Rodrigues, que merece mil medalhas. Foto: Edy Fernandes
Viajando na maionese
O mundo gira, dá voltas, revoltas, capota, agoniza, não morre e ainda nos esfrega ironias na cara. Em pequeno e inocente exercício, sem rigor histórico, lembremos que, os anos mais antigos do passado, à época da Roma Antiga e “civilizada”, como já tinha sido ou ainda era a Grécia. Os países nórdicos, como Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, nem existiam como tais, mas eram considerados bárbaros.
Maionese finlandesa
No mínimo era de onde vinham os selvagens e saqueadores vikings, os únicos que, com seus “barquinhos” conseguiam pilhar pequenas cidades do litoral britânico e voltavam às suas tribos. Não só estes países eram considerados “ogros”, os germânicos também, ou seja, os atuais alemães. Por ironia, o Império Romano e decadente ruiu e os bárbaros de ontem são os mais ricos e modernos de hoje. Assim, falemos de um deles, a Finlândia!
Maionese em tese
Afinal, o que sabemos sobre a Finlândia? Que a Lapônia, terra de Papai Noel, faz parte dela. Que é o berço do compositor clássico, Jean Sibelius (1865–1957), reconhecido como um dos maiores compositores do século 20. A Finlândia também tem a “sorte” de fazer fronteira com a Rússia e de ter feito um belo papel na Segunda Guerra Mundial.
Tese defendida
O que mais? A Finlândia é um paraíso de qualidades sociais, naturais e culturais, um dos melhores lugares do mundo para se viver. Tanto que foi eleita, inclusive este ano, o país mais feliz do mundo pela ONU, por vários anos consecutivos. Tem um sistema educacional exemplar e é conhecida também como a “Terra dos Mil Lagos”: mais 180 mil e muitas florestas (mais de 70% do território).
Com cara de finlandesa, palmas para Antonella Costa. Foto: Edy Fernandes
Defendida e esplêndida
Tem, além da natureza, a Aurora Boreal e o “Sol da Meia-Noite”: durante o verão, especialmente no norte do país, o sol não se põe durante dias. Seus habitantes adoram uma boa sauna, o número delas é próximo do total dos 5,6 milhões de habitantes. Tem baixo índice de corrupção, estabilidade política e alto Índice de Desenvolvimento Humano - IDH. Tecnologia e Inovação. Por que tudo isso, hoje e aqui?
Esplêndida e honorável
Porque recentemente participamos de uma cerimônia no Terraço Niê, no topo do P7 Criativo, na Praça Sete, quando Patrícia Matos de Azeredo Coutinho, cônsul honorária da Finlândia em Belo Horizonte, foi condecorada com a insígnia de Cavaleiro de 1º Grau da Ordem do Leão da Finlândia. A honraria, concedida pelo presidente Alexander Stubb, reconhece seus bons serviços pró Brasil e Finlândia.
Honorável e reconhecida
O evento, conduzido pelo embaixador da Finlândia no Brasil, Antti Kaski, reuniu autoridades municipais, do Governo de Minas e lideranças de entidades associativas. A relevância diplomática da ocasião foi reforçada pela presença de membros do corpo diplomático, como o embaixador da Finlândia no Brasil, Antti Kaski, cônsules da Itália, Suíça, Argentina, Índia, Canadá, Uruguai e da Câmara Portuguesa.
Reconhecida e forte
O setor produtivo e de inovação também marcou presença com executivos de gigantes finlandesas como Nokia, Metso, Afry, Valmet, Normet e Normet, evidenciando a força da cooperação econômica em Minas. A condecoração de Coutinho reafirmou a importância de Minas na tecnologia, mineração e cultura, consolidando parceria crescente.
"A cônsul da Finlândia mais feliz do mundo", Patrícia Coutinho. Foto: arquivo pessoal
Lança Perfume
*Voltando à maionese e salvo engano, em um de seus ótimos programas da série “Pedro Pelo Mundo”, o jornalista Pedro Andrade passou pelos países nórdicos.
Ele elogiou tudo, mas criticou a “rigidez” extrema, como a de um pedestre atravessar uma rua com sinal fechado para ele e levar uma multa.
Pedro ainda completou que, por este lado, preferia a “bagunça” e a tolerância de países menos “civilizados”, como o Brasil.
Muita ordem e muita caretice realmente não combinam com brasileiros que circulam pelas cidades como se estivessem em casa.
Hora de dizer: “ninguém é perfeito”, como a Noruega, que prega uma economia verde em casa e, ao mesmo tempo, é um dos maiores exportadores mundiais do sujo petróleo.










