Sábado, 27 de dezembro de 2025
Minas da gastronomia e de Bruna Lima. Foto: Edy Fernandes
Minas ataca de novo
Lemos e aplaudimos no site “Agência Minas”. Minas Gerais voltou ao mapa-múndi como destino gastronômico global, segundo a revista “Condé Nast Traveler”, uma das mais influentes do planeta. Nela, a cozinha mineira está na ótima companhia de Espanha, Grécia, Canadá, Austrália, Marrocos e Hong Kong. Pausa para refletirmos sobre mais esta honra. Na Espanha, muito mais que a paella. Na Grécia, alternativas à moussaka, prato com camadas de berinjela, carne moída e molho bechamel.
Minas e colegas
No Canadá, muito além do salmão doce. Na Austrália, não, não é canguru frito. No Marrocos, talvez o prato mais conhecido no mundo, o cuscuz e o tagine, um ensopado. Na ex-britânica, agora autônoma, mas chinesa, Hong Kong; não apenas carnes assadas como a de porco e de pato. Voltando a Minas! Precisamos listar ou apenas lembrar uma montanha de delícias, com técnicas caseiras, produtos artesanais, como o Queijo Minas Artesanal e o café, com “trem, jeitim e uai”?
Minas de ouros
A revista também destaca as experiências gastronômicas associadas às vinícolas e rotas turísticas do estado. O vice-governador Mateus Simões comemorou: “é o mundo inteiro descobrindo aquilo que a gente sempre soube: a melhor cozinha do mundo é a mineira. Mas Minas vai além do prato cheio. É acolhimento, prosa sem pressa, paisagem que abraça e um jeito único de receber. Venham conhecer Minas Gerais”.
Minas de belezas turísticas e de Lorena Batista. Foto: Edy Fernandes
Minas genuínas
Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, Minas disputa espaço com o mundo e, mais uma vez, recebe um prêmio, guia para viajantes de todo o mundo: “a ‘Condé Nast’ reconhece nosso jeito de fazer, a nossa cozinha tradicional, genuína, elaborada com afeto e ingredientes locais, valorizando produtos e também nossos vinhos. Esses produtos inspiram rotas e festivais, como o ‘Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes’”.
Minas de tesouros
Na reportagem, Minas Gerais é um dos grandes tesouros pouco explorados pelo público internacional. A “Condé” ressalta as tradições culinárias preservadas ao longo de gerações, a sabedoria popular, a arquitetura histórica e a diversidade cultural que moldam a identidade gastronômica do estado. BH ganha destaque porque “se transforma, discretamente, em destino imperdível”, com nossos botecos comparados aos bistrôs de Paris.
Minas das culturas gerais e de Natália Andrade. Foto: Edy Fernandes
Lança Perfume
*A revista não esquece nossos jovens chefs que reinventam os clássicos regionais.
O fortalecimento de polos como o Mercado Novo e a valorização de antigos mercados transformados em ambientes de encontro, sabor e cultura.
Ambientes que fazem de BH referência gastronômica contemporânea.
Nossa capital, “Cidade Criativa da Gastronomia”, pela Unesco, é apresentada com riqueza de detalhes, valorizando nossos mercados, chefs e espaços culturais.
“É um relato de quem conheceu Minas Gerais, se encantou e está convidando o mundo a nos conhecer”, termina Bárbara Botega.
A seguir, os 26 destinos na revista: Arusha (Tanzânia), East Cost (Barbados), Bruxelas (Bélgica), Chiriqui Província (Panamá), Fès (Marrocos).
Gabão (África), Upper Carniola (Gorenjska, na Eslovênia), Guadalajara (México), Hong Kong (Ásia) e seus petiscos de rua, como as bolas de peixe ao curry; Margareth River (Austrália), pela culinária australiana moderna.
Medellín (Colômbia), Minas Gerais (Brasil), Naoshima (Japão), Patagônia Chilena, Norte da Namíbia (África), Oulu (Finlândia).
The Peloponnese (Grécia), pela tríade mediterrânea de azeite, trigo, vinho e pratos com vegetais, peixes e carnes de cordeiro ou cabra.
Potosí (Bolívia), Condado de Prince Edward (Canadá), suas lagostas e ostras; Route 66 (EUA), Ilha de Saadiyat (Abu Dhabi).
Ufa! Até que enfim uma francesa: Saint-Gervais-des-Bains (França), Udaipur (Índia), Uluru (Austrália), com a “comida da mata”: aborígene, como carnes de animais locais, frutas, sementes e Victoria Falls (Zimbabwe).


