Sábado, 23 de maio de 2026
A foto do charme, com Lu Matosinhos. Foto: Edy Fernandes
Mil anos de vírgula
Um prazer reler, sempre, sobre o inocente uso da pequena vírgula, que pode causar muitos elogios e/ou grandes desastres A vírgula pode ser uma pausa... Ou não: Não, espere. Não espere. Ela pode sumir com seu dinheiro: R$ 23,4. R$ 2,34. Pode criar heróis: Isso só, ele resolve! Isso, só ele resolve! Ela pode ser a solução: Vamos perder, nada foi resolvido! Vamos perder nada, foi resolvido!
Mil vírgulas
A vírgula muda uma opinião: Não queremos saber! Não, queremos saber! A vírgula pode condenar ou salvar: Não tenha clemência! Não, tenha clemência! Uma vírgula muda tudo! Assim, que ninguém mude uma vírgula de sua informação. Considerações finais: “se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura”. Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de “mulher”.
Mil cuidados
Se você for um ogro, colocou a vírgula depois de “tem”. Moral e imoral da história: A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação! Pontue sua vida com o que realmente importa. Isso faz toda a diferença! Repitam estas notas como um presente de Português! Depois a gente fala do ponto e vírgula, do ponto, do ponto sem nó e do nó em pingo d’água, sem dó.
Uma cortina de pérolas para Márcia Castro. Foto: Edy Fernandes
Mil “Portugais”
Por falar em língua portuguesa, a Casa dos Açores de Minas Gerais celebra a assinatura do Termo de Cooperação e Delegação Institucional com a “New Economy World – NEW”, representada pelos empresários portugueses Alexandre Brodheim e Pedro Gouveia, amigos de longa data, parceiros de caminhada e grandes incentivadores das relações empresariais e institucionais entre Portugal e o Brasil.
“Portugais” Gerais
Para o advogado Claudio Motta, presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais: “O acordo é passo estratégico de enorme relevância para o fortalecimento das conexões econômicas, empresariais, culturais e institucionais entre Minas e Portugal. Com atenção aos Açores, região historicamente ligada às origens e à identidade de tantos mineiros”.
Pontes Gerais
Uma ponte entre empresários, instituições e lideranças dos dois lados do Atlântico. A NEW, agora Delegação Oficial da Casa dos Açores de Minas Gerais em Portugal Continental, desempenha papel fundamental na ampliação da presença institucional da Casa em território português, fortalecendo a missão de integração das relações luso-brasileiras.
Amarílis e Girassóis
Dia 30, às 10h, na livraria Ramalhete, Savassi, lançamento do livro “Nem amarílis, nem girassóis”, de Gerson Barros de Carvalho: crônicas de memórias. Aos 74 anos, o autor decide escrever sobre pessoas, sentimentos, acontecimentos e cenários vividos por ele na infância e juventude até os dezoito anos, em sua cidade natal, a pequena Paraisópolis.
Um espetáculo de Natureza, com Melissa Gualberto. Foto: Edy Fernandes
Lança-Perfume
*Ainda sobre “Nem amarílis, nem girassóis”, em tempos de desvalorização do tempo e da experiência vivida, marcada pelo imediatismo e pela superficialidade!
Assim, é fundamental reafirmar o papel da literatura na consolidação dos valores humanos mais caros à civilização.
Gerson Barros de Carvalho é arquiteto, psicólogo clínico, organizacional e palestrante corporativo motivacional.
Sobre o livro, escreveu Humberto Werneck: “o que você vai encontrar aqui, posso garantir, é puro prazer”.
“Porque Gerson, entre outras qualidades, é um memorialista sem saudosismo, esse mofo sentimental capaz de inebriar quem goste de uma prosa lacrimogênea”.
“O que faz de sua prosa uma tamanha delícia? Um dos ingredientes é o humor especialíssimo, condimentado aqui e ali com pitadas de ácido, das quais nem o autor escapa”.
“Sim, nem ele, pois outra qualidade do autor, um tanto rara entre memorialistas, é nunca se mostrar apaixonado pelo próprio umbigo”.
“Nesse particular, não há exagero em filiá-lo à boa escola do grande Pedro Nava, para quem falar de si costuma ser recurso para iluminar os outros”.
Ah! Amaryllis é um gênero botânico, duas plantas herbáceas, perenes e bulbosas nativas da África do Sul.
Girassol é aquele trem, aquela saudade do Lô Borges!










