Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Um colírio para este mundo cruel, Bruna Bonfim. Foto:Edy Fernandes
Maldição do Paraíso
O Brasil já foi chamado de “Belíndia”, mistura de Bélgica com Índia, expressão usada para ilustrar “ilhas de excelência” cercadas por carências sociais. Hoje seria “Italordânia” (Itália + Jordânia) ou “Chinália” (China + Itália); entre outras misturas esdrúxulas. Tudo para mostrar que éramos parte do terceiro mundo ou de países eternamente em desenvolvimento.
Maldição no Paraíso
O pior é que o Brasil, política e economicamente na lama, não está sozinho. O primeiro mundo está bem perto de ser terceiro ou quarto e por aí vai. O Brasil, pelo menos, é coerente. Sempre perdeu a chance de ser uma nação de verdade, trocando prosperidade, riqueza, ordem e progresso, por corrupção e burrice.
Paraíso Infernal
Por exemplo, de minha janela, antes com vista panorâmica, no Vila da Serra, em vez das suntuosas montanhas de Nova Lima, corroídas pela mineração, vê-se uma selva de pedra e de asfalto selvagem transbordante de automóveis, engarrafamentos, imobilidade urbana e suas nefastas consequências como acidentes, um espetáculo de rotina em nossas fatigadas retinas.
Paraíso Abandonado
Em dias de trágicos acidentes de trânsito como recentemente, da mesma janela, confirma-se a inoperância do setor público para desobstruir obstáculos, que levam os nervos dos moradores e transeuntes à flor da pele. Operação de dia um inteiro, como aquelas em vias rurais e urbanas.
Abandonado e Esquecido
Bem diferente de outros países, onde a agilidade para resolver, salvar vidas e livrar o tráfego é fruto de profissionais e dos devidos equipamentos, que liberam ruas, avenidas e estradas. Aqui, incompetência gritante, acrescida da notória falta de investimento em acessibilidade e mobilidade, diante do estúpido crescimento urbano.
Um colírio para este Brasil desperdiçado, Flavy Souza. Foto:Edy Fernandes
Esquecido e Desperdiçado
Nesta paisagem de “Mad Max”, nojenta também é a falta de patrulhamento preventivo, para sanar congestionamentos em gargalos de bairros, idem para controle de tráfego inapropriado de carretas, em horários que deveriam contemplar apenas automóveis.
Desperdiçado e Perdido
Pequenas ações/intervenções como as supracitadas poderiam atenuar a loucura e justificar o que pagamos em extorsivos e assassinos impostos, com obras e transporte coletivo decente e alternativo, adaptado à cidade. O que nos lembra antiga constatação de um empresário da construção: “enquanto Rio e São Paulo são canteiros de obras, em BH só se faz obra em canteiros”.
Outro Brasil
Minas Gerais se prepara para estrear no “South by Southwest (SXSW) 2026”, maior evento mundial de tecnologia, inovação e criatividade, em Austin, nos Estados Unidos. Iniciativa do Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo – Secult/MG e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – Sede/MG.
Brasil dos Sonhos
Parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais - Codemge, o Sebrae/Minas e a Hiker. “Tudo nasceu de um sonho, mas sonhos exigem coragem. É Minas para Minas, Minas para o Brasil e Minas para o mundo”, afirmou a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, durante a apresentação do projeto.
Um colírio mineiro para este Brasil despedaçado, Helena Dias. Foto:Edy Fernandes
Lança Perfume
*Ainda sobre o “South by Southwest (SXSW) 2026”, que reunirá mais de 500 mil participantes de mais de 100 países.
Ao integrar o evento, Minas é protagonista em agendas globais como transição energética, minerais estratégicos, tecnologia e inteligência artificial.
Teremos o “Minas Day”, a “Casa Minas” e ações de pré-SXSW. O “Minas Day”, dia 14 de março, conectará inovação, sustentabilidade e economia criativa.
Além de destacar o papel da cultura, da gastronomia e da mídia na nova economia global.
A Casa Minas, entre 14 e 16 de março, será uma vitrine da produção artística e criativa do estado: música, dança, moda, audiovisual e gastronomia.
“É a oportunidade de mostrar ao mundo nossa potencialidade de negócios, nossas cultura e criatividade”, disse o diretor de Gestão e Novos Negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia.






