Sábado, 20 de junho de 2026



Provando a força e a sina da genética, a bela, talentosa e premiada artista visual, Ana Belumat, sobrinha de Bya Belumat. Foto: Gabriel Cabral

Faca de dois gumes

Lenda ou verdade? “Santos Dumont enforcou-se, dia 23 de julho de 1932, aos 59 anos, no Grand Hotel La Plage, no Guarujá (SP). O ‘pai da aviação’ tinha depressão profunda e estava severamente abalado pelo uso de seus inventos como armas na Primeira Guerra Mundial e na Revolução Constitucionalista”.

Facas atômicas

“Os ‘pais da bomba atômica’, principalmente o físico J. Robert Oppenheimer e colegas do Projeto Manhattan tinham opiniões divididas entre a necessidade de encerrar a Segunda Guerra Mundial e um profundo horror ético pelas consequências de sua criação”. Será que o mesmo vai acontecer com os avôs da inteligência artificial, que nasceu para o Bem e para o Mal?

Facas no alvo

Pertinentemente escreveu o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, sobre o PL 2.338/2023, que regula a IA no Brasil, suas consequências na gestão das micro e pequenas empresas: “Regulação da IA: não podemos nos dar ao luxo de errar o alvo. Acompanho com crescente preocupação o ritmo e o enquadramento do debate”.

Tiro ao alvo

“Como dirigente de uma entidade que representa parcela expressiva do emprego e da renda do país como comércio, serviços e turismo, preciso trazer perspectiva visivelmente ausente das discussões no Congresso Nacional: o impacto real dessa regulação sobre quem move a economia brasileira”.

Tiro ao Álvaro

Resumidamente, continua Donato: segundo pesquisa da Bain & Company, empresas que adotaram a IA registraram aumento médio de 14% na produtividade e crescimento de 9% nos resultados financeiros. Estudo do Sebrae, revela que 44% dos empreendedores brasileiros já utilizam alguma solução de inteligência artificial em seus negócios.


A beleza natural e nada artificial da aniversariante de hoje, a ex-modelo, eterna inspiração, Bya Belumat que, com toda sorte e méritos do mundo, está radicada no País da Democracia, os Estados Unidos. Foto: Ilana Lansky

Tiro e queda

Levantamento da Microsoft com MPMEs brasileiras mostra que 77% dos líderes observam melhoria na qualidade do trabalho com o uso de IA, 76% relatam aumento de produtividade e 70% acreditam que ela melhora a satisfação dos clientes.

Tiro certeiro

“O pequeno varejista, a agência de turismo regional, o prestador de serviços com dez funcionários tem hoje acesso a instrumentos que, há cinco anos, exigiriam investimentos fora de seu alcance. Regulação mal calibrada pode simplesmente fechar essa janela antes que a maioria consiga atravessá-la. Minha preocupação não é com a regulação em si”.

Tiro pela culatra

A Europa tem equipes jurídicas robustas e capacidade de absorver custos de conformidade. “No Brasil, aproximadamente 90% das empresas são micro e pequenas. Impor a elas obrigações simétricas às das grandes corporações tecnológicas não é proteção, é exclusão com carimbo legal”.

Tiro perdido

“Há ainda um segundo problema, igualmente grave: a sobreposição, dentro de um mesmo arcabouço normativo, de questões com natureza e urgência completamente distintas. As preocupações com liberdade de expressão, desinformação algorítmica e uso político da IA são legítimas e merecem atenção”.

Tiro de dois gumes

O que nos preocupa é “a ausência de uma estratégia de IA que deixa o negócio mais lento, mais caro e menos competitivo. Se a regulação criar barreiras de conformidade que as MPE’s não conseguem superar, seja por custo, por complexidade jurídica ou por falta de estrutura técnica, o resultado não será um mercado mais seguro”.


Mais um exemplo de dons naturais, zero artificiais, o perfeito design da designer de móveis, Micheliny Martins. Foto: Arquivo Pessoal

Lança Perfume

“Será um mercado no qual apenas os grandes players terão condições de operar com IA ampliando a assimetria competitiva que já penaliza o setor”.

“Não há uma análise de impacto regulatório que quantifique esses efeitos sobre as empresas de menor porte”.

O que “deveria impor freio ao ritmo legislativo. Regulação sem diagnóstico não é precaução, é aposta”.

“O setor que represento não recusa o diálogo, mas exige que seja travado com os dados corretos”.

“As perguntas certas e o respeito à realidade de quem emprega, vende, atende e gera renda”.

“A IA pode ser o maior instrumento de democratização do acesso à tecnologia que o Brasil já teve”. 

“Não podemos deixar se tornar mais uma barreira que separa os que já cresceram daqueles que pretendem crescer”. 

E isso é apenas o começo!