Sábado, 17 de janeiro de 2026
Primeira obra de arte de hoje, Camila Hermeto. Foto: Edy Fernandes
Guerra e Paz
Com a ajuda dos universitários da Inteligência Artificial, resumamos a notícia do ano que acaba de nascer: o Instituto Inhotim, em Brumadinho, colado a BH, é o único destino brasileiro na lista “52 Places to Go in 2026”, do jornal The New York Times. “Recapitulando Henrique Cardoso”, Inhotim nasceu da coleção privada do empresário Bernardo Paz nos anos 80.
Paz e Visão
Paz, transformou antiga área de mineração em um espaço de arte e natureza, aberto ao público em 2006, com o nome derivado de “Inhô Tim”, um minerador inglês da região. O projeto evoluiu para um instituto sem fins lucrativos, combinando jardim botânico com galerias de arte contemporânea, referência global em arte e natureza.
Paz e Inteligência
Voltando ao nome! O responsável pela área era um inglês: Timothy, o “Senhor Tim” que, na linguagem popular, virou “Nhô Tim” ou “Inhô Tim”, daí; “Inhotim”. A semente foi a coleção de arte modernista e contemporânea de Bernardo Paz, raro rico de visão, cultura e bom gosto. Inteligência que ele regou, paralelamente, com o jardim repleto de maravilhosas espécies.
Paz e os outros
Salvo engano, Inhotim foi inaugurado no mesmo dia 7 de outubro, abertura da 27ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Muita gente, tarada por arte, usou a ponte aérea BH-São Paulo para participar dos dois acontecimentos. Num desses vai e vem, ouvimos vários e poderosos empresários rindo e dizendo que Bernardo Paz era um bobo, um louco, por investir seu dinheiro em um museu.
Segunda obra-prima de hoje, Carolina Arcanjo. Foto: Edy Fernandes
Paz e Progresso
O resultado está aí! Um lugar, provavelmente, único no mundo. Pelo menos depois que a Fundação Cartier trocou espaço muito parecido, mas jamais igual, nos arrabaldes de Paris, por um bem mais próximo, “diferente e modesto”, no Boulevard Raspail, centro de Paris, até fixar sua sede, ano passado, em local muito nobre, a Place du Palais-Royal, ao lado do Museu do Louvre e do Palais Royal, com projeto do famoso arquiteto Jean Nouvel.
Paz Rara
Voltando a Inhotim, o que era uma coleção privada tornou-se uma instituição sólida, de grande importância cultural e ambiental, com um acervo de arte contemporânea exibido em galerias e ao ar livre, em meio à natureza “carnívora”. Hoje, o complexo é gerido pelo Instituto Inhotim.
Paz e Pás
Mesmo assim, palmas a Bernardo Paz que nadou contra a corrente da típica elite brasileira que não gosta de cultura e arte, preferindo patrocinar futebol e música, duas áreas em que já fomos os melhores do mundo e hoje são motivos de vergonha. Ponto final: ao destacar o museu, o NYT ressaltou que “uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”.
Paz e Riqueza
Reforçando! Considerado um dos maiores museus a céu aberto do mundo, se não for o maior e o melhor, Inhotim reúne tesouros. A arte ocupa os 140 hectares abertos à visitação, dentro de 24 galerias e, claro, ao ar livre, integradas a um jardim botânico com mais de 4,3 mil espécies. O acervo conta com cerca de 1.860 obras.
Terceira pintura e escultura da coluna, Clara Lyra. Foto: Edy Fernandes
Lança Perfume
*Obras de mais de 280 artistas, entre eles Yayoi Kusama, Hélio Oiticica, Carlos Garaicoa e Doug Aitken.
Rivane Neuenschwander, Vik Muniz, Cildo Meireles, Zhang Huan, Ernesto, Tunga e mais um monte de etc.
Um diferencial é que Inhotim convida o público a vivenciar as obras de forma penetrante.
Os visitantes entram, circulam e interagem com as instalações artísticas.
Mas o “defeito” de Inhotim, “um único dia não basta para ver tudo”, tem solução.
Para ajudar, o CNN Viagem & Gastronomia - Roteiros Nacionais e Internacionais - CNN V&G fez seleção de 14 galerias e obras imperdíveis.
E neste 2026, o museu que completa 20 anos promete oito inaugurações.
No mais, Inhotim é a prova de dinheiro bem aplicado da força da iniciativa privada e inteligente.
Inhotim prova que a originalidade é tão atraente quanto praia, montanha, neve, natureza, arquitetura e patrimônio.
Inhotim prova que a Arte pode deixar qualquer cidade mais bonita, atraente e, finalmente, cosmopolita.
Imaginem um Inhotim espalhado por toda a cidade de Belo Horizonte!






