Câncer de mama - sintomas e prevenção

O mês de outubro é escolhido para a realização de uma grande ação de conscientização sobre o câncer de mama. Escolhi esse tema para tratarmos visto a necessidade de esclarecimentos, a fim de conseguirmos que cada vez mais mulheres e homens saibam os riscos, os sintomas, importância da detecção precoce e da prevenção. Para tanto, vamos começar entendendo o que é essa doença: 

O câncer de mama se caracteriza pela multiplicação de células anormais na mama, causando um tumor. Essa disfunção geralmente se inicia nos ductos ou lobos da mama e é classificada em cinco estágios. Os estágios são baseados nas características e no tamanho do tumor, no comprometimento dos gânglios linfáticos e se a doença se disseminou para outros órgãos, portanto se há presença de metástases. 

De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele ele é o mais frequente,  responde a 28,1% dos casos de câncer. Estamos trabalhando com números acima da média mundial, são números muito altos, o que justifica a necessidade de discussão sobre o tema. O INCA estimou para 2016/2017, que sejam diagnosticados 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. 

 É válido salientar que a chance de cura, quando o câncer é descoberto no estágio inicial, é grande. Por isso precisamos entender os sintomas:

- nódulo fixo, um caroço endurecido e, geralmente, indolor;

- nódulos nas axilas e até mesmo no pescoço

- alterações no mamilo;

- presença de secreção pelos mamilos;

- alterações na aparência da mama: pele avermelhada, retração da pele ou do mamilo, aspecto de casca de laranja, inchaço de toda ou parte da mama;

- dores na mama ou nos mamilos.

De acordo com a American Cancer Society estes são os principais sintomas. Muitas vezes eles podem estar relacionados a outros eventos, como mastite, alterações hormonais e outros. Porém, os sinais e sintomas do câncer podem variar, afinal, cada organismo é único, por isso a importância e a necessidade de conhecer as mamas. Não há técnica específica, nem periodicidade para o autoexame. É necessário observar e tocar as mamas sempre que possível para que saiba reconhecer alterações. Qualquer alteração que for observada no autoexame deve ser comunicada imediatamente para um médico. 

Agora que já conhecemos os sintomas, vamos falar de causas, condições que elevam o risco do surgimento da doença. Primeiro, um grupo de riscos relacionados a fatores hereditários, genéticos e pessoais e o segundo grupo relacionado ao estilo de vida, este que é o alvo principal de conscientização.


Grupo 1:

- Predisposição genética e hereditária - histórico familiar com casos de câncer de mama e de câncer de ovário. Alteração genética especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2. O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. 

- Uso de terapias com hormônios sintéticos, diferentes dos produzidos pelo nosso corpo.

- Idade superior a 50 anos (média de 4 em cada 5 casos).

- Uso de contraceptivo oral.

- Menopausa tardia.

- Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

- Radioterapia prévia na região do tórax.

- Menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos).

Grupo 2: 

- Obesidade.

- Sedentarismo.

- Alcoolismo.

- Tabagismo.

- Consumo excessivo de carboidratos refinados.

- Toxidade ambiental: pesticidas e agrotóxicos de alimentos não biológicos, aditivos e corantes alimentares, recipientes de plástico usados no micro-ondas, contato direto com o alumínio através de produtos, como aditivos de alimentos, cosméticos, desodorante. Esta é uma lista sempre inacabada, são muitos os fatores que deixam o nosso ambiente tóxico, devemos fugir de tudo aquilo que nos afasta do natural e orgânico, sejam nos hábitos alimentares, de higiene pessoal e até mesmo ambientais. 


Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. As informações acima citadas são válidas para conhecimento e adoção de conduta. Hoje, a medicina está preparada para ajudar no tratamento do câncer de mama, mas o diagnóstico deve ser precoce. Conheça seu corpo, faça o autoexame, investigue seu histórico (já temos exames genéticos para identificar pré-disposição ao câncer de mama) e principalmente, cultue hábitos de vida saudáveis. Saliento que mais uma vez nossos hábitos de vida são fatores determinantes para a nossa saúde. A busca por uma vida longínqua e de qualidade requer escolhas. Cada dia mais estamos expostos a fatores que nos adoecem e nos conscientizarmos do que nos faz bem e nos faz mal é um ato de amor a vida. A sabedoria, o conhecimento em relação à saúde do nosso corpo nos levará além.