Alimentação Consciente – a doença velada no alimento

Atualmente as mídias sociais nos ajudam a disseminar as informações relacionadas à alimentação saudável, porém, não é fácil filtrar de uma avalanche de informações aquilo que de fato pode fazer parte da nossa rotina. Somos singulares e temos objetivos específicos, para tanto, a alimentação de cada um se personaliza para cumprir tais necessidades. Porém, se há algo que presumo como essencial e necessário para cada um, não importa a idade ou estilo de vida é: fugir de tudo aquilo que é “industrializado”, que é “embalado”, enfim, tudo aquilo que envolve tecnologia e muita intervenção do homem, por exemplo.

O hábito de comer frutas, verduras, grãos e proteínas deve ser tratado com atenção quando falamos de alimentação saudável. Voltemos nossa atenção para o uso de agrotóxicos e para alimentos transgênicos. Temos a impressão de que quando fazemos a escolha de ingerir os alimentos acima citados estamos nos alimentando de forma benéfica, porém, a contaminação ainda existe.

O Brasil é o país que lidera em uso de agrotóxicos, infelizmente, esse mercado movimenta bilhões na economia. Segundo o Relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do IBGE, a quantidade de pesticidas dobrou nos últimos doze anos (2000-2012) com a utilização de aproximadamente sete quilos por hectare.  

As substâncias ativas utilizadas na agricultura estão diretamente ligadas ao produto final, aquele alimento que chega a nossa mesa. Em 2012, a Anvisa publicou um estudo que apontava que aproximadamente 30% dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam irregularidades quanto ao uso de agrotóxicos.

Além disso, temos no mercado, diversos alimentos transgênicos. Um alimento transgênico é aquele que deixa de ser um fruto híbrido da natureza, são aqueles que passam por cruzamentos genéticos para se tornarem mais resistentes, por exemplo, além de movimentarem ainda mais a economia dessa área.  Temos ainda um problema relacionado às carnes. Há hormônios que são utilizados nos animais para a aceleração do crescimento, os sexuais e também antibióticos.  

Estes são alguns exemplos para percebermos que a toxidade está presente na nossa mesa, de forma velada. O que era para ser saudável, também pode gerar problemas. Os efeitos nocivos para a saúde decorrentes da integração de um agente tóxico e de um sistema biológico são fontes de inúmeras pesquisas. São muitas que denotam que a alimentação está ligada às incidências de câncer, muito mais do que as condições genéticas, por exemplo. É um perigo oculto, velado nas processas de que supostamente estamos nos alimentando de produtos saudáveis.

O que fazer diante desse cenário?

Fuja daqueles alimentos que estão em embalagens bonitas, atraentes, dos transgênicos, daqueles que tem nos rótulos descrições gigantes, cheias de “nomes estranhos”. Opte sempre por alimentos orgânicos. Eles são livres de agrotóxicos, adubos químicos, hormônios, antibióticos, drogas veterinárias, são alimentos limpos, livres de corantes, emulsificantes, compostos químicos sintéticos. Hoje em dia temos várias opções: no supermercado todos esses alimentos estão identificados com um selo. Há também sites específicos que fornecem alimentos provindos dessa cultura. Infelizmente o custo dessa alimentação é mais elevada, muitas vezes não disponível a todos. Porém se a informação da maleficência veicular, há muito que pode ser feito, até mesmo uma hortinha no quintal de casa ou no apartamento. Investir em uma alimentação limpa, viva, portanto, mais saudável que a convencional é um investimento em qualidade de vida, em saúde e longevidade.

Existe, várias formas de eliminarmos essas substancias tóxicas no nosso corpo, por exemplo, as toxinas voláteis, que evaporam, são eliminadas através do suor e do bom funcionamento do intestino. Sempre procure um profissional capacitado para maiores informações sobre alergias alimentares, distúrbios e intolerâncias.