Salada de talentos

Gabriela Pepino

Foto: Luiza Ferraz


Salada de talentos

A cantora Gabriela Pepino não precisa de cravo, nem de canela. Ela é da Itália, dos Estados Unidos, do Brasil, do mundo porque ela é Minas Gerais. Uma mulher e uma profissional que se completa e evolui a cada dia. Formiga que canta, cigarra que batalha. Vai à lua e a Marte com os pés no chão. E iluminada, desde cedo, tem luz própria, o que confessa em seu segundo CD, "Fireflies" (vagalumes).


- Gabriela, em português, pepino pode ser até um legume, e em italiano, é de Capri?
Pode ser. Rs! Sou de família Italiana sim! Da Umbria! Em Português também é sinônimo de problema! Desse mal acho que não sofro...


- Tem música italiana em teu repertório ou só tem música italiana?
Sim, mas meu repertório é todo em inglês dadas minhas influências, gosto e estilo musical!


- Pepino, O Breve, é História? Dá pra resumir a tua?
O Breve tem a ver com a baixa estatura e não seus feitos. A inovação foi o termo de seu tempo. Talvez eu tenha inovação no nome. Comecei a cantar aos 12 anos, a compor aos 14 em inglês, autodidata em violão e piano. Estive em festivais na França e EUA, lancei meu primeiro CD em 2011, casei, virei mãe.


- Toda cigarra é meio formiga ou isso é fábula pra boi dormir?
Totalmente! Que cantor nunca escutou aquela "Deve ser bom né? Só cantar!" Como se o SÓ, fosse pouco. Quem tem essa visão desconhece a labuta do artista. Cantar não é optar pelo caminho mais fácil!


- E o segundo CD? Por que este nome?
É"Fireflies", foi lançado em abril e tem a  ver com a fase da vida. Mais madura, confiante e feliz. Encontrar os vagalumes (fireflies) da sua vida e seguir adiante!


- Nem assaz alhures e antanho, começava-se a cantar em bares. Hoje, o caminho das pérolas são os casamentos?
Comecei como todos, em barzinhos. Os casamentos chegaram naturalmente! E continuam essenciais! Cantar em eventos não é para qualquer artista. Fui muito criticada no início, a música (em casamentos) era pouco relevante. Mas isso mudou na última década e o público percebeu.


- Por falar nisso, qual a música perfeita pra lua de mel? Precisa?
Não precisa tanta inspiração né?! Rs! O momento em si já é inspirador suficiente!


- E pra velório?
Bom, aí é mais difícil. Nunca cantei em velório! O máximo foi missa de sétimo dia! É um momento triste. Na Louisiana, EUA, existem as funerals bands... No Brasil, não temos esse costume. Acho que respeitar o sentimento dos presentes é o principal


- Cole Porter, Tom Jobim ou qual é teu mestre farol?
Ambos,  e uma pitada de Aretha, Motown, Etta, Ella, Frank, Elvis e outros mais! 


- Qual a trilha sonora perfeita pro Brasil de 2017?
Difícil! Talvez  " Down by the river ", de Neil Young 


- Planos ou otimismo é para os fracos?
Quem sou eu para julgar quem é fraco ou não! Rs Eu acho essencial ter planos e otimismo na vida. Caso contrário você corre o risco de cair numa melancolia profunda. Mas otimismo não quer dizer ilusão! Tem que ter pé no chão!