Rios de Janeiro

O popular JD, super arquiteto e múltiplo João Diniz, como nossa incontornável galerista, Carminha Macedo, na galeria no Ponteio Lar Shopping.
Foto: Edy Fernandes

Rios de Janeiro
O Rio de Janeiro tem duas faces, duas caras, duas coroas. É mesmo a Cidade Partida, como a batizou Zuenir Ventura. Na primeira cidade, no lado A, o discreto charme das famílias quatrocentonas, com senhoras elegantes, cultas, habituées de teatros, tradicionais restaurantes e shoppings finos. No Leblon, dividem espaço com a comunidade judaica, cercada de seguranças, na Prudente de Moraes.

Rios de lama
Motoristas a postos em carros blindados, protegendo toda a família, dos netos às suas namoradas. Lindas meninas que só frequentam a praia à tarde, obviamente no Leblon, onde o outro lado da moeda é mais avesso a arrastões, pivetes e malandros, cada dia mais profissionais.

Rios de delitos

Os turistas são as melhores testemunhas e vítimas. Sem policiamento municipal ou estadual - diferentemente do Révéillon - os meliantes encontram terreno livre para roubo de correntinhas, celulares, máquinas fotográficas, bicicletas, celulares. Atacam também barracas na praia.

Rios de delírio
A praia então junta a fome à vontade de comer e se lambuzar. Profusão de bolsas incautas recheadas de  grana, celulares, passaportes do mundo, etc. A criatividade, a leveza, as estratégias usadas são impressionantes; coisa de profissionais, literalmente, com anos de praia. Ficam à espreita, prontos para o bote. Deve ser por isso que os cariocas da gema vão à praia usando apenas uma nota de R$ 20 pendurada na sunga. De Copacabana, os ricos  da Atlântica passam longe. Se contentam com a vista.

Legenda: Na inauguração da urbana e artística Urban Arts, no Ponteio, Francisco Valle e a bela fera Ana Clara Pádua.
Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas


* O titular da coluna registra a gentileza do casal Marines e Miguel Safar (Construtora  Concreto) ao recebê-lo para boa conversa em torno de drinques no apartamento do Leblon, seguida de almoço no tradicional Esplanada Grill.

* Dos 225 mil carros de luxo vendidos  ano passado no mundo, apenas  732 foram para clientes  brasileiros. Universo pequeno, sobretudo comparado ao mercado alemão que, no mesmo período,  em marcas Premium,  consumiu 25%do total.

Aqui, 1,5%. Diante deste quadro, Matthias Brück, presidente da Porsche no país, arregaça as mangas para transformar o Brasil em um mercado mais expressivo.

Ignorando a crise e a acreditando nos altos e baixos da economia da América Latina, a montadora alemã assumiu  as operações no país. Neste cenário, impulsionado pelo lucro superior a três bilhões de euros, a Porche AG já carimbou nove concessionárias no país.

* No Clube Chalezinho, a "Sexta Feira Treze" de janeiro, com os lendários Sá & Guarabyra.