Paulo Navarro | segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Dando boas-vindas à primeira semana de dezembro, a bela Tarcila Brum, no coquetel de lançamento do Calendário Solidário 2019, que aconteceu no BH Shopping

Foto: Edy Fernandes

Muito além do jardim

Economia circular é a bola da vez, e é mais que reciclar. Nasceu entre os ambientalistas e hoje é lei na economia inteligente. A EC muda a maneira que grandes empresas e consumidores se relacionam com os recursos naturais e produtos. A limitada economia tradicional não levava a reciclagem em conta. Isso legava ao meio ambiente um papel secundário, reservatório de resíduos, depósito de lixo.

Muito além do comum 

A economia tradicional é “extrair, produzir e descartar”. A circular inspira-se na lógica cíclica da natureza. Nada se perde, tudo se transforma. Restos de frutas comidas por animais se decompõem e viram adubo para as plantas, que crescem de novo e dão frutos para os animais.

Muito além da vida 

E por aí vai, não tem mais este negócio de resíduo. Tudo pode ser continuamente usado e reusado em um novo ciclo. Isso inclui o reaproveitamento dos materiais que voltam para ciclo produtivo. Os recursos naturais estão diminuindo, acabando. É a verdadeira lei da sobrevivência.

Muito além da morte 

“Se não pode ser reaproveitado, nem deveria ser criado”. É a própria EC: design sem resíduos. Para a Ellen MacArthur Foundation, resíduos não existem quando os componentes dos produtos permanecem no ciclo desses mesmos materiais. A ideia de resíduo não faz sentido se a desmontagem e ressignificação do produto é contemplada já no momento de sua produção.

Muito além da ressurreição 

Um exemplo local e palpável de economia circular: alugar roupas é um bom caminho para a uma indústria mais sustentável. Quanta economia! Em vez de produzir, vender, comprar e acumular, guardar no armário; alugar! É o que propõe a empresária e administradora Graziela Bicalho, com sua Dress and Fun. Vestida para se divertir. Vestida para matar de inveja, economizar, reciclar e continuar elegante, inteligente. “Assim, o Uber, Airbnb e Spotify”, lembra Graziela, apoiando o compartilhamento.

Curtas & Finas

* Continua Graziela Bicalho sobre a Dress and Fun, na economia circular: “É realmente uma tendência mundial que vai além da economia de dinheiro quando se aluga um vestido”.

“Ao alugar, você contribui também para a redução do uso de material e as emissões de dióxido de carbono, proporcionando à roupa uma vida útil mais longa”.

“Se multiplicarmos pelas pessoas que conhecemos, teremos uma noção do lixo (de luxo) que será gerado. Agora, multiplique pelos habitantes de nosso planeta...”, finaliza, sempre reciclando, Graziela.

E o metal? E o plástico assassino, o vilão da vez? Não à toa, não por consciência ecológica; é por miséria que o Brasil é campeão mundial na reciclagem de alumínio com os catadores de latinha!

* Nas comemorações dos 121 anos de Belo Horizonte, palestra com a historiadora Neuma Hortadia, 4 de dezembro, às 14h.

Às 16h30, abertura da exposição “Belo Horizonte em Postais III”, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – Praça da Liberdade.

* Adriana Coutinho, Tatiana Gontijo e Ticha Ribeiro convidam para o Projeto “The Secret Sale.”

Entre os dias 3 e 8 de dezembro, na concept store TR Unique, os clientes poderão comprar peças atemporais para o closet com preços especiais, além de contar com curadoria de moda para casa e arte.