Paulo Navarro | segunda-feira, 22 de abril de 2019

Na inauguração da Magrass, unidade Buritis, os sócios Marco Aurélio Soares, Renata Alves, Marcelo Moreira, Patrícia Alves e Bruno Moreira

Foto: Edy Fernandes

Velho Brasil

Semana passada, anunciamos aqui duas interessantes palestras promovidas pelo Siccob Credicom, dia 16, sobre o velho Brasil, o país que está envelhecendo rapidamente e que, em 2030, terá mais idosos do que crianças. O médico gerontólogo Alexandre Kalache, por exemplo, especialista em longevidade, afirma que o Brasil passa por uma revolução: “Em 2050, 31% da população terão mais de 60 anos”.

Velho mundo

“Faremos, em uma geração, o que os países mais velhos do mundo fizeram ao longo de séculos”. Precisamos repensar a vida: em vez de dividi-la em fases que se sucedem ? estudar, trabalhar e se aposentar, viveremos todas essas experiências ao mesmo tempo. “Como o mundo está em transformação, vamos ter de construir uma vida de aprendizado constante.”

Velho jovem

Vocês perceberam com passamos de um país de jovens para um de velhos? Há pouco tempo no Brasil, quem tinha 50 anos era considerado velho. Hoje, muitas pessoas de 70 anos ou mais estão ativas e no auge de sua capacidade intelectual. E os idosos mesmo são aqueles com mais de 80.

Velho horizonte

Lembram-se quando falávamos que apenas os velhinhos do Rio de Janeiro aproveitavam a vida, indo, todos os dias, à praia, para várias atividades? Pois é, isto não é mais exclusividade dos cariocas. Belo Horizonte está cheia de “melhor idade” pelas ruas, praças, cafés e padarias.

Velhos clássicos

Outro detalhe interessante e óbvio. Existe uma geografia de bairros e cidades por idade. Ao envelhecer, muita gente procura cidades mais “modernas”, com melhores condições e hospitais. Como no Rio, onde os idosos sempre optaram por Copacabana; em Belo Horizonte, eles também habitam os bairros mais clássicos, como o Santo Antônio, Floresta, Sion. A cidade tem fases econômicas e de moda. Já passou o tempo da Savassi, como chique, badalada, jovem; está passando o de Lourdes e da avenida Bandeirantes.

Curtas & Finas

* Ainda sobre o País do Futuro que sem chegar lá, agora é o País do Passado, “Reforma da Previdência oblige”. Regiões novas, Belvedere e Nova Lima, naturalmente atraem jovens.

Mobilidade e comportamento. Bairros mais novos, planejados, investiram em espaços sociais, como parques, largas avenidas e calçadas, faixa para caminhadas, corridas, esporte e lazer.

Sorte dos mais velhos, se puderem morar em bairros onde se pode caminhar, sem esforço e com segurança.

E não são os bairros que devem mudar, mas as cidades. Precisam adaptar-se aos novos velhos tempos, dando acessibilidade a todos.

Nem todo mundo é atleta para subir e descer os morros de BH.

E outra coisa, na esteira, as pessoas cada vez mais velhas de BH, que andam tomando espaços, merecem mais opções.

Opções não só de mobilidade, mas também de lazer e entretenimento.

Inteligente será o empresário, empreendedor que investir nesse segmento da sociedade, cada vez mais numeroso e, em sua maioria, com mais saúde e dinheiro.