Paulo Navarro | sábado, 13 de abril de 2019

Foto: Alessandro Carvalho

Luta e prazer

Com vocês, o novo presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, que começou explicando a CDL para os mortais e para ele mesmo: “Uma entidade com soluções para o comércio varejista e o setor de serviços de Belo Horizonte. Para mim, a casa que me acolheu há quase 30 anos; que ajudou a construir minhas carreiras profissional e pessoal”. A seguir, mais história, desafios, otimismo e futuro.

Que prazeres te aguardam enquanto novo presidente?

Já é um grande privilégio. Sinto-me preparado para cumprir esta missão, desfrutar dos prazeres do cargo e também enfrentar as adversidades.

E os mil desafios?

Muitos. Não é fácil representar os responsáveis por mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) de BH.

Como tem passado BH com a mais longa crise da história do Brasil?

Infelizmente, acompanhamos o encerramento de um número elevado de empresas, o aumento do desemprego, a redução da renda em circulação, o aumento do número de pessoas em situação de rua, a queda dos investimentos, entre outras consequências. Mas a cidade conseguiu sair dela em posição melhor que a média das capitais.

As placas de “vende-se”, “aluga-se, “passa-se o ponto” continuam poluindo o visual da cidade?

Sim. Esse cenário significa menos empregos, menos consumo, logo, menos dinheiro circulando. Mas, o comércio vem reagindo e já vemos um número bem menor destas placas. A nossa expectativa é que 2019 seja um ano promissor.

E nesse ponto, como anda a Savassi, outrora, orgulho de BH?

O cenário já melhorou também. Já vemos um reaquecimento do comércio, com novos estabelecimentos comerciais ocupando os imóveis vazios e também empresas se reinventando.

A Savassi e o número crescente da população em situação de rua...

Não é problema só para o comércio. A CDL/BH atua, com a prefeitura e outros órgãos, para encontrar soluções. É muito importante devolver a dignidade a esta população. E criar condições para que não retorne a essa situação.

Com uma relação de 30 anos na CDL, quais teus planos e estratégias?

Uma CDL renovada, mais forte e estruturada. Elegemos cinco bandeiras: inovação, desenvolvimento econômico, segurança, mobilidade urbana e, por último, transformar Belo Horizonte na capital da chamada geração prateada, formada por pessoas que têm hoje mais de 60 anos de idade.

E o turismo?

Com certeza desenvolveremos ações para fomentar o turismo em nossa cidade. BH tem um grande potencial. Vamos incentivar, oportunizar e fortalecer a geração de negócios na área, que é uma mola do desenvolvimento econômico.

E o projeto Minas Fácil?

A CDL/BH quer mais na agilização e simplificação para abertura de novas empresas; ações que facilitem o dia a dia dos empresários. Seguiremos tentado criar o ambiente mais propício e com menos burocracia.

O que os 12 mil associados da CDL podem esperar?

Nossos associados podem esperar uma entidade cada vez mais atuante e inovadora.