Paulo Navarro | segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Durante a vernissage da exposição “Tridimensionalidades”, que comemora os dez anos do Museu Inimá de Paula, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo (à direita), sendo homenageado pelo vice-presidente do Instituto Inimá de Paula, Mauro Tunes

Foto: Felipe Rohdes

Sem brilho 

A seguir, triste e desesperado panorama de quem sente na pele o chicote dos tempos bicudos. Não só o débil desempenho dos transportes de carga e a construção civil são garantidos termômetros desta crise sem fim. Produtos e serviços mais “mundanos” também dão o grito de alerta, como, por exemplo, as roupas de festa, cuja venda também despencou. Festas várias já foram claros sintomas de bonança.

Sem sonhos 

Casamentos e festa de debutantes que gastavam milhões. Festas, além da “ostentação e desperdício”, agitavam a economia; criavam e garantiam milhares de empregos em festas de formatura, também, aquelas em que os formandos juntavam grana durante todo o ano pra concretizar o sonho.

Sem luz 

Voltemos ao faustuoso mercado de noivas. Este sonho único também caiu nas teias nefastas da crise. Segundo fontes no mercado de vestidos de noivas, o ticket médio de venda de vestidos, nos últimos cinco anos, teve queda de 40% não no volume, mas na margem de venda. O desespero!

Sem alma 

Desespero de empresas que, em vez de reinventarem o valor do maior símbolo do casamento, o vestido de noiva, caíram no embalo de vender pelo atrativo de preço, se esquecendo do sagrado valor e da responsabilidade desse símbolo principal que é o vestido. Lojas que eram símbolos de glamour, hoje vendem vestidos por bagatelas de R$ 800 a R$ 1.500.

Sem horizonte 

Segundo fontes de um ícone sólido do setor, a LaVita, esse valor paga nem o custo do vestido, além de colocar no mercado mineiro, sempre exigente, vestidos com matéria prima cada dia mais inferior. Citamos a LaVita porque é das poucas heroínas que conseguem manter-se com mesma qualidade em grifes exclusivas, garantindo o glamour tão almejado. O custo da coerência é uma queda de volume, mas a manutenção da qualidade de produtos, atendimento e segurança ainda é fundamental para a empresa.

Curtas & Finas

* Uma novidade da mesma LaVita: além de vestidos de festas e casuais, acaba de lançar seu e-commerce: www.lavioficial.com.br

* Faculdade de Direito da UFMG tem nova diretoria. O professor e criminalista Hermes Vilchez Guerrero e a professora de Teoria do Direito Mônica Sette Lopes são diretor e vice-diretora da centenária Casa de Afonso Pena.

Eles conduzirão a Casa 2022. A candidatura única recebeu apoio dos professores, servidores e alunos. Posse, no início de novembro.

* O presidente da Drogaria Araujo, Modesto Araujo Neto, recebeu, dia 3, o Prêmio Liberdade Empresarial, no 9º Fórum Liberdade e Democracia, no Palácio das Artes, pelo Instituto de Formação de Líderes BH.

Destaque para os empresários e empreendedores líderes que superam desafios, gerando renda e emprego.

Fala Modesto Araujo: “Otimista, continuo investindo no país, na Araujo e nos sete mil colaboradores, mesmo com os absurdos que passamos. Para se ter uma ideia, só para abertura de uma loja são pagas 35 taxas”.