Navarro | sábado, 8 de junho de 2019

Foto: Nitro Imagens

União e força

Samuel Flam é diretor-presidente da Unimed BH. Até lá, como cardiologista, teve lição fundamental com a medicina. Aprendeu “mais sobre o ser humano do que com qualquer outra experiência”. Aprendeu a arte da escuta, com toda a sua complexidade e diversidade. Essa oportunidade é o que, até hoje, o estimula na profissão. E como união está no nome da Unimed, diz: “Ninguém faz nada sozinho”.

Samuel, um longo caminho da Faculdade de Medicina à Unimed-BH?

Sim, de muito aprendizado. Formei-me em Medicina em 1978 e desde então minha carreira pauta-se pelo cuidado do ser humano. Meu olhar sobre a prática médica também tem muito em comum com os princípios do cooperativismo e com a Unimed-BH, fazendo com que as nossas trajetórias tenham se cruzado em 1984, quando tornei-me médico cooperado.

Todo médico deve cuidar do emocional, além do corpo?

Sim, de maneira integral. Controlar e tratar uma doença, com hábitos que contribuam para o bem-estar físico, mental e social.

O que despertou a experiência na Cooperativa de Trabalho Médico?

Nos anos 1990, passei a integrar a equipe da Cooperativa de Trabalho Médico; o caminho da gestão, valorizando o modelo cooperativista. Em especial, o compromisso e a responsabilidade com o bem comum; a valorização do trabalho conjunto e a convicção de que juntos temos grande força transformadora.

Daí para a Unimed-BH foi um passo ou outra longa caminhada?

Em 2000, quando passei a integrar o Conselho de Administração da Cooperativa. Desde então, exerço, diariamente, os valores que aprendi. Esses ideais têm enorme potencial de transformação, por isso os escolhi ao longo de toda minha trajetória.

Continua acreditando que somos nada, se estamos sozinhos?

Na força da coletividade e nas responsabilidades compartilhadas, que possibilitam transformações sociais, econômicas e culturais. Na gestão da Unimed-BH isto se traduz nas decisões que tomamos junto aos nossos mais de 5.600 médicos cooperados. Ninguém faz nada sozinho.

Quais os maiores desafios da gestão na Unimed-BH? A crise econômica?

A crise, o aumento dos custos assistenciais e a judicialização da saúde. Temos investido em estratégias de prospecção de clientes e de cuidado com a carteira existente, associadas à qualidade e assistência.

Como vai a saúde do brasileiro, do mineiro?

Percebo um desejo crescente nas pessoas de olharem para a saúde com mais cuidado. A Unimed-BH tem estimulado cada vez mais que a população se preocupe com a prevenção de doenças, adotem hábitos saudáveis e tenham a qualidade de vida como objetivo.

Além dos desafios, as conquistas? Quais as principais?

Conseguimos crescer, apesar da crise. Outros avanços são a inovação nos cuidados e na qualidade assistencial; eficiente gestão de recursos, investimentos para uma melhor assistência, aquisições e ampliações físicas. Além da implantação da remuneração médica e da rede prestadora a partir de critérios de qualidade.