Jovem geração

No lançamento do complexo Navegantes, que aconteceu em Alphaville, Roberto Soares, o presidente da Construtora EPO, Gilmar Dias e Maury Fonseca Bastos, presidente da CSul Desenvolvimento Urbano

Foto: Edy Fernandes

Jovem geração 
Além do corpo técnico da Comissão de Constituição e Justiça, o deputado federal Bonifácio Andrada montou equipe para a relatoria do parecer que apresentou sobre a denúncia contra Michel Temer. Nela, se destacaram dois de seus  netos, os advogados Antônio Carlos (criminalista) e Bonifacio José  (administrativista). Ambos filhos do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Toninho Andrada.

Anos desbotados 
Ontem, citando a biografia do saudoso colunista social carioca, Zózimo Barrozo do Amaral, lembramos o fim dos anos dourados no Rio de Janeiro, com um tempero de Decadência Romana. Aqui, o glamour da sociedade mineira, morava nos salões do Automovel Clube e no Iate Clube.

Anos de plástico 
Espaços orquestrados pelo colunista Eduardo Couri, onde expoentes da "alta" exibiam seus "dotes" artísticos em palco. Eram os emergentes, com origens interioranas, rurais. Daí o "desastre" dos dublês de empresários, verdadeiros bobos da corte. Era o denominado showçaite.

Anos de elástico
Interiorano também era o Glamour-Girl, do mesmo colunista. Uma versão urbana do Baile de debutantes do interior. Para bajular o colunista e o influenciar na decisão do júri, os pais das "lolitas" abriam suas casas para festejos. Também abriam, os emergentes que queriam a luz do sol na capital. Para tal, tínhamos as promoters, um atalho ao colunista.

Anos bombásticos 
O Black-tie era traje comum e as estilistas de festas, faziam literalmente, a festa.  Festas retratadas com um toque de Midas, como um contos de fadas, de Cinderela, por aí! Mas os mega casamentos e festas de debutantes começaram a murchar. Com isso, faliram prestadores de serviços tradicionais; buffets e decoradoras, sinônimos de ostentação, apagaram as luzes. Idem chefs e  restaurantes. Fim de tudo. Ressaca do ritual, da mesmice, do puxa-saquismo. Outros valores, emergentes, dinheiro novo.

Curtas & Finas

* A narrativa social mudou com o toque de Zózimo. Colunistas com outro enfoque. Automóvel Clube/Iate  ficaram pequenos e vieram outros salões devidamente envelopados para ocasiões chiques.

Personagens também se cansaram. Difícil subsituí-los nos poucos eventos sociais que restaram. As festas ficaram menores ou foram para Trancoso, Angra, exterior.

Hoje, grandes festas, só mesmo as raras e empresariais. Exceção feita ao Minas Trend, os grandes desfiles minguaram com a falta de grana do setor de confecções.

Festas raras trazem o cheiro de naftalina. Hoje, nem restaurantes são referências de "ver e ser visto". Os grupos mudaram dos endereços tradicionais e lutam para sobreviver.

A onda cool, do vinho em casa, reúne pequenos grupos. São oásis. Idem confraternizações em praias/balneários. Foram-se Búzios e  Cabo Frio.

Angra e Escarpas são para curtas tempordas. O novo destino, para quem pode, é Miami, Portugal, onde muitos têm casa.