Gira mundo

No lançamento da coleção primavera verão da Schutz, a diretora da marca Aneliza Paiva e Alexandre Birman, CEO da Arezzo & COFoto: Edy Fernandes

Gira mundo 
Com um atraso britânico, altamente tolerável e até recomendável para uma pré-estreia, tivemos o raro prazer, o privilégio de, dia 1º, extasiar-nos com mais um novo espetáculo do Grupo Corpo, no Palácio da Artes! Na palavra da mais apaixonada entusiasta na plateia: "lindo, verdadeiro, intenso, emocionante e perfeito!". O espetáculo “Gira” tem apresentações até dia 7, antes de ganhar o mundo.  

Gira arte 
No novo "show", o Corpo, mui apropriadamente, encarna e retrata os ritos da umbanda – misto quente brasileiro do candomblé, catolicismo e kardecismo. Xô preconceitos; viva a tolerância, a paz, a espiritualidade e o amor a todos os próximos. Todo espetáculo inspirado neste altar.

Gira beleza 
A trilha sonora, como sempre mais que original, é da banda paulista Metá Metá. A coreografia... Advinhem! "Yesss": Rodrigo Pederneiras. Ambas aplaudidas de pé por um Grande Teatro lotado, nenhuma poltrona vazia. Plateia completamente envolvida pelo programa, em duas partes.

Gira girou 
A primeira parte do espetáculo, um colírio, com músicas dos clássicos do Grupo Corpo; prazer renovável e renovado. Bela novidade mesmo restou nos figurinos. Em 90% da apresentação, apenas uma malha preta, à altura do joelho. Uma dança em azul e a final, em dourado. Em outro capítulo, todos com saias brancas, compridas, trajes da umbanda! Digamos que todos vestidos de gala para, no final, levarem os irmãos Pederneiras ao palco. Êxtase. Uns 10 minutos de aplausos ininterruptos e gritos de bravo!

No mesmo evento, Raquel Coelho e o gerente de marketing do BH Shopping, Renato TavaresFoto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

* Enquanto isso, no capítulo "Brasil, Um Absurdo por Minuto", o caso do Masturbador do Lotação...

Pessoas ficam constrangidas com sexo e/ou beijos heteros e gays em público.

Outras pessoas sentem-se constrangidas com cães cheirando as intimidades de outros cães ou cadelas na rua.

Mas um juiz todo poderoso não vê e decide que não há constrangimento algum, num "rapaz" que sai de casa e vai ejacular no pescoço de mulheres, dentro de um ônibus.

É preso, solto e repete o ato...

O "cidadão" tinha 17 passagens pela polícia, agora, 18 ou 19; duas por estupro.

Se durante seu julgamento, este rapaz cidadão, começasse a se masturbar em frente ao juiz, seria constrangimento?

E se fosse na pia batismal, no altar de um casamento, num velório, num túmulo, na festa de aniversário da filha do juiz?

* Coisa linda e rara: a mítica, milenar e incontornável Grécia poderá ser apreciada na exposição interativa "Legados da Grécia", até dia 17, no BH Shopping.