EMPRESÁRIO SOLIDÁRIO

EMPRESÁRIO SOLIDÁRIO

Ele é um empresário de sucesso que, depois de um sonho, construiu uma obra assistencial que atende mais ou menos 120 crianças em tratamento oncológico. José Marcílio Nunes tem vários empreendimentos, mas seu maior orgulho é, sem duvida, a CAPE, Casa de Acolhida Padre Eustáquio. Conheça nessa entrevista um pouco mais desse trabalho espetacular.

1)    A CAPE surgiu, literalmente, de um sonho. Como foi que essa história começou?
Sonhei com Padre Eustáquio, onde ele pedia que eu cuidasse de crianças com câncer. Por ter muita fé, decidi pesquisar as instituições referência no tratamento oncológico, como a Santa Casa, Hospital das Clinicas e Baleia, onde pude ver de perto as dificuldades que as famílias lidam para dar continuidade ao tratamento, que dura entre 2 a 5 anos. Foi assim que resolvi a tornar este sonho realidade, e então surgiu a CAPE, Casa de Acolhida Padre Eustáquio, que é uma obra divina.

2)    De que forma você definiria o trabalho da entidade?
Defino o trabalho da CAPE como uma obra de Deus! Acreditamos na vida e, mesmo diante de tantas dificuldades, fazemos o máximo para enfrentar o momento com ânimo, fé, esperança, amor e profissionalismo. São desenvolvidas atividades que abrangem os aspectos emocionais, nutricionais, sociais e outros que influenciam significativamente no tratamento.

3)    O tratamento do câncer pode ser muito longo e sofrido. Como a CAPE contribui para essa jornada se tornar mais leve para as crianças e suas famílias?
A CAPE tem disponibilidade para 120 acolhidos, que recebem 5 refeições diárias, diversos atendimentos, como psicológico, social, fisioterapia, nutricionista, acupuntura, brinquedoteca, biblioteca, auditório, capela, escola, atividades recreativas, que visam justamente dar o amparo e condições para que a família tenha a possibilidade de enfrentar este momento. A CAPE apoia de todas as formas possíveis seus acolhidos, levando esperança, coragem e determinação. Além de um ambiente acolhedor e alegre, onde o amor e a solidariedade se fazem presente.

4)    A CAPE acabou de completar três anos, quais lembranças mais marcantes você guarda de "suas" crianças?
O auto índice de cura dos acolhidos. Porque o que vale é a vida.

5)    Quantas pessoas já foram beneficiadas ao longo desse tempo?
Durante estes 3 anos atendemos 132 famílias. Infelizmente contabilizamos 17 crianças que são anjinhos, o que ainda é um fator positivo diante da realidade nacional que é de apenas 48% de cura. Uma realidade que precisa mudar. Atualmente atendemos 101 cidades nos estados de Minas Gerais, e outros estados como: Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Maranhão e Goiás.

6)    Quais são os maiores desafios enfrentados no trabalho voluntário?

A disponibilidade de tempo dos voluntários, o comprometimento, continuidade da atividade desenvolvida e o respeito às regras da CAPE.

7)    Quais são as expectativas da CAPE para 2017?
Reformar as casas dos acolhidos do interior de Minas, terminar o ambulatório da Santa Casa BH e comprar mais 200 cateteres PIC.

8)    Quem é o José Marcílio em casa?
Bom marido, pai de família, dedicado, carinhoso e frequente. Dentro de casa é só alegria. Tristeza e trabalho não frequentam a minha casa.